Se tem uma coisa que a Microsoft não cansa de nos dar é… notícia. E, cá entre nós, nem sempre as melhores. Dessa vez, a bola da vez é um rumor que tem deixado a comunidade de gamers de cabelo em pé: Avowed 2 estaria em desenvolvimento, mesmo após a recepção morna — para não dizer dura — do primeiro jogo. Sinceramente? Quando eu li essa, precisei dar uma respirada fundo. Será que a Xbox está mesmo apostando em uma sequência para um título que, na visão de muitos (incluindo o meu lado gamer desapontado), foi uma das maiores decepções dos RPGs recentes? E pior: será que isso é um tiro no pé ou um movimento ousado que pode, quem sabe, surpreender a todos? Vamos desvendar juntos essa trama — porque, convenhamos, o universo dos games nunca foi tão cheio de reviravoltas.
Vamos combinar: quando Avowed foi anunciado, a expectativa estava no teto. A Obsidian, mesma galera por trás de clássicos como Fallout: New Vegas, prometia um RPG de mundo aberto em primeira pessoa, com magias, escolhas impactantes e aquele clima sombrio que a gente adora. Mas aí… o jogo saiu do forno. E que decepção, hein?

Na minha experiência, Avowed chegou com a cara e a coragem — mas sem o conteúdo. O jogo era bonito? Até que sim, mas aquele visual “colorido” e meio genérico deixou a desejar se a gente lembrar do tom dark e imersivo dos primeiros trailers. A gameplay, embora funcional, não inovou em nada. Parecia um Skyrim com menos personalidade e mais bugs. Sim, BUGS. Eu mesmo passei por situações hilárias — tipo NPCs travados no ar, missões que não evoluíam e texturas que simplesmente decidiam não carregar. Não é à toa que o game foi chamado de “fossa digital” por uma parcela considerável da comunidade.
E os números não mentem: no lançamento, Avowed mal chegou a 20 mil jogadores simultâneos no Steam — um fracasso retumbante para um RPG triple-A. Hoje, segundo levantamentos recentes, não passa de algumas centenas de players ativos. Dá pra acreditar?Vamos combinar: quando Avowed foi anunciado, a expectativa estava no teto. A Obsidian, mesma galera por trás de clássicos como Fallout: New Vegas, prometia um RPG de mundo aberto em primeira pessoa, com magias, escolhas impactantes e aquele clima sombrio que a gente adora. Mas aí… o jogo saiu do forno. E que decepção, hein?
Na minha experiência, Avowed chegou com a cara e a coragem — mas sem o conteúdo. O jogo era bonito? Até que sim, mas aquele visual “colorido” e meio genérico deixou a desejar se a gente lembrar do tom dark e imersivo dos primeiros trailers. A gameplay, embora funcional, não inovou em nada. Parecia um Skyrim com menos personalidade e mais bugs. Sim, BUGS. Eu mesmo passei por situações hilárias — tipo NPCs travados no ar, missões que não evoluíam e texturas que simplesmente decidiam não carregar. Não é à toa que o game foi chamado de “fossa digital” por uma parcela considerável da comunidade.
E os números não mentem: no lançamento, Avowed mal chegou a 20 mil jogadores simultâneos no Steam — um fracasso retumbante para um RPG triple-A. Hoje, segundo levantamentos recentes, não passa de algumas centenas de players ativos. Dá pra acreditar?
A Microsoft e a estratégia do “game pass” e como AVOWED foi afetado
Aí você pensa: “Mas e o Game Pass? Lá todo mundo jogou, ué!”. E é aí que mora o perigo. A Microsoft adora divulgar “milhões de jogadores”, mas a verdade é que a maioria só deu uma olhadinha por causa da assinatura. Pouca gente, de fato, comprou o jogo. E quando a gente fala em vender cópias, a história muda completamente.
Avowed atingiu cerca de 6 milhões de jogadores — mas quantos desses foram compras? Se fosse 10%, daria 600 mil cópias. Se fosse 1%… bem, melhor nem calcular. Comparado a outros RPGs como Hogwarts Legacy (12 milhões de cópias em duas semanas) ou Baldur’s Gate 3 (quebrando recordes sem parar), Avowed ficou no chinelo. E pior: não conseguiu segurar a onda nem como “carro-chefe” do Game Pass.
A estratégia do Xbox Game Pass é, sem dúvida, um dos modelos de negócio mais ousados da indústria de games nesta geração. A ideia de oferecer um catálogo vasto por um preço acessível parece, em teoria, a solução perfeita para jogadores que desejam experimentar títulos sem comprometer o orçamento. No entanto, quando analisamos de perto, fica claro que esse modelo traz contradições profundas — especialmente para o valor percebido dos jogos. Quando um título como Avowed chega day-one na assinatura, ele automaticamente se torna mais um entre muitos, e não um produto de desejo que justifique um gasto individual. Esse fenômeno, embora benéfico para o consumidor, pode estar esvaziando o apelo comercial de IPs que ainda tentam se estabelecer no mercado.

Além disso, a dependência excessiva do Game Pass como principal métrica de sucesso esbarra em uma realidade incômoda: a assinatura, sozinha, não sustenta o custo de produção de um triple-A. A Microsoft comemora publicamente números de “jogadores”, não de “vendas”, e isso não é por acaso. Por trás dos milhões de acessos, existe uma equação financeira delicada. Desenvolver um RPG de grande porte como Avowed exige investimentos altíssimos em tecnologia, equipe e marketing — algo que dificilmente se paga apenas com a renda recorrente de assinaturas, especialmente quando o título não gera engajamento de longo prazo.
Outro ponto pouco comentado é o efeito psicológico que o Game Pass causa no comportamento do jogador. Com uma biblioteca repleta de opções, muitos usuários acabam adotando uma postura de “experimentação rápida”: baixam o jogo, jogam algumas horas e seguem para o próximo, sem criar vínculo ou expectativa por futuros lançamentos da mesma franquia. Esse ciclo é ótimo para retenção de assinantes, mas péssimo para construir fidelidade a uma marca ou IP. No caso de Avowed, que precisava conquistar uma base sólida de fãs, estar no Game Pass pode ter acelerado seu acesso, mas também precipitou seu esquecimento.
Há ainda a questão dos estúdios internos da Microsoft, que agora parecem ter como principal missão alimentar o catálogo do serviço — e não necessariamente inovar ou arriscar. Sob essa lógica, projetos ambiciosos e arriscados podem ser preteridos em favor de títulos mais seguros e modulares, que se encaixem bem no modelo de assinatura. Isso explicaria, em parte, a sequência de cancelamentos de jogos como Scalebound e a suposta hesitação em reviver franquias clássicas que não se alinham a um lançamento constante de conteúdo.
Afinal, Avowed 2 faz sentido? Minha opinião sincera
Olha, eu entendo que a Obsidian pode ter aprendido com os erros. Também acredito que toda franquia merece uma segunda chance. Mas Avowed 2? Sinceramente, acho um risco desnecessário. A marca já nasceu manchada. Mesmo que o segundo jogo seja incrível — e tomara que seja —, será que os fãs vão confiar?
A Microsoft tem tantas IPs incríveis adormecidas — Fable, Perfect Dark (que foi cancelado, pasme!), Gears of War… Por que insistir em uma que já começou tropeçando? Parece aquela história de querer empurrar goela abaixo um produto que ninguém pediu.
E se o orçamento for baixo e a equipe pequena, talvez faça sentido. Mas se for outro megaprojeto com orçamento de Hollywood… meus amigos, preparem o a pipoca — porque o fracasso pode ser estrondoso.
Avowed 2 representa um dos dilemas mais complexos que a indústria de jogos enfrenta atualmente: vale a pena investir na sequência de uma franquia que nasceu com recepção morna? Do ponto de vista puramente comercial, talvez faça sentido se o primeiro jogo atingiu metas internas de engajamento no Game Pass, mas do ponto de vista criativo e de percepção pública, é uma aposta arriscadíssima. A Obsidian é um estúdio talentoso, com histórias incríveis como Pentiment e Grounded sob sua responsabilidade, e me preocupa que recursos estejam sendo direcionados para um projeto que já carrega o peso de expectativas não correspondidas.
A memória do público é longa, especialmente no mundo dos games. Quem se decepcionou com a versão final de Avowed dificilmente se animará para uma sequência, a menos que haja uma mudança radical de abordagem — algo como o que a CD Projekt Red fez com Cyberpunk 2077 e sua versão melhorada. Mas mesmo nesse caso, a CD Projekt já tinha um histórico sólido com The Witcher, enquanto a Obsidian, embora respeitada, não construiu a mesma confiança incondicional dos fãs quando o assunto é mundos abertos ambiciosos. Avowed 2 precisaria não apenas ser bom, mas excepcional, para reconquistar o público.
Há também uma questão de timing e contexto. O mercado de RPGs está mais competitivo do que nunca. De Baldur’s Gate 3 a Dragon’s Dogma 2, os jogadores têm acesso a experiências ricas e bem finalizadas — e a comparação será inevitável. Se Avowed 2 não trouzer inovações em narrativa, sistema de combate ou liberdade player-driven, ele corre o risco de ser engolido por títulos que já aprenderam com seus erros e evoluíram. A Obsidian não pode se dar ao luxo de repetir fórmulas; precisa ousar.

Outro aspecto que não pode ser ignorado é o da identidade visual. Um dos grandes criticismos ao primeiro jogo foi a mudança de tom — de sombrio e misterioso para colorido e, em certos momentos, genérico. Avowed 2 precisa resgatar a personalidade única que foi prometida nos primeiros trailers, caso contrário, ficará sempre na sombra de franquias consolidadas como The Elder Scrolls. A ambientação de Eora, mundo de Pillars of Eternity, tem enorme potencial, mas precisa ser explorada com mais coragem e coerência artística.
Falando honestamente, como fã de RPGs clássicos e da história da Obsidian, eu preferiria ver o estúdio investindo em uma nova IP ou em uma sequência para títulos mais bem recebidos, como The Outer Worlds — que, apesar de suas limitações, tinha personalidade e um tom satírico que cativou uma base fiel. Avowed 2 me soa como uma tentativa de consertar algo que, talvez, devesse ser deixado para trás — um esforço que poderia ser realocado para algo com mais alma e menos bagagem.
Dito isso, não duvido da capacidade da equipe. A Obsidian tem escritores talentosos e designers que entendem de RPG como poucos. Se houver liberdade criativa e tempo suficiente para polir a experiência, talvez — apenas talvez — Avowed 2 possa se tornar a redenção que a franquia precisa. Mas, no cenário atual, em que a Microsoft parece pressionar por resultados rápidos e presença constante no Game Pass, tenho minhas dúvidas se as condições ideais existirão.
A decisão de desenvolver Avowed 2 parece refletir uma cultura corporativa de persistir em apostas duvidosas, enquanto projetos originais e com mais identidade são deixados de lado. Espero estar errado, mas sinto que a Microsoft e a Obsidian podem estar desperdiçando um potencial criativo imenso em uma empreitada cujo barco já partiu com ventos desfavoráveis. Se Avowed 2 realmente sair do papel, torço para me surpreender — mas, hoje, enxergo mais riscos do que potencial.

