Black Myth Zhong Kui ganha 15 minutos de gameplay

Game Science mostra 15 minutos de gameplay de Black Myth Zhong Kui, com combate ágil, invocações e mundo semiaberto.

O gameplay revela combate acelerado, invocações táticas e um mundo semiaberto com atividades como pesca e montaria.
Destaques
  • O combate de Zhong Kui é mais ágil que o de Wukong, com espada, parries e ataques elementais.
  • A Game Science confirmou que todo o gameplay foi capturado em tempo real, sem pré-renderização.
  • O título deve chegar entre 2026 e 2027, com preço estimado em torno de R$ 250 no Brasil.

A Game Science surpreendeu o mercado ao divulgar, nesta quarta-feira (19), um gameplay de 15 minutos de Black Myth Zhong Kui, o aguardado sucessor espiritual de Black Myth: Wukong. Anunciado há pouco mais de um ano, o título ainda era considerado um projeto em estágio inicial, mas o material publicado mostra um nível de refinamento que desafia essa percepção. O vídeo, capturado diretamente de uma build em desenvolvimento, apresenta um protagonista inédito, sistema de combate reformulado e um world design que promete expandir a mitologia chinesa dos games.

O que o gameplay de Black Myth Zhong Kui revela sobre o combate?

Diferente do estilo mais metódico e baseado em golpes de bastão de Wukong, o novo protagonista — ainda sem nome revelado — empunha uma espada e executa movimentos extremamente ágeis. O ritmo é visivelmente mais acelerado, com animações que mesclam ataques elementais, parries precisos e invocações táticas. Durante a demonstração, é possível ver o personagem utilizando uma espécie de espadachim invocado para auxiliar em confrontos, além de um dispositivo explosivo de fogo que causa dano em área. A desenvolvedora confirmou que tudo foi capturado em tempo real, sem qualquer tipo de pré-renderização, embora tenha alertado que ajustes podem ocorrer até a versão final.

Sistema de parries e golpes elementais

O vídeo deixa claro que a Game Science investiu em uma física mais refinada para os embates. Os golpes dos inimigos geram reações viscerais, e o protagonista pode desviar, aparar e contra-atacar com uma fluidez rara em builds iniciais. Os ataques elementais — que parecem envolver fogo, gelo e talvez raio — não são meros efeitos visuais: eles alteram o comportamento dos adversários, criando janelas de oportunidade para combos mais longos. Esse tipo de mecânica, comum em soulslike, aqui ganha uma execução própria, com menos ênfase em stamina e mais na velocidade de reação do jogador.

Mundo aberto, atividades secundárias e figuras folclóricas

Além do combate, o gameplay mostra momentos de exploração em cenários variados, desde florestas densas até ruínas com arquitetura tradicional chinesa. A Game Science incluiu atividades que vão além da luta: é possível ver o protagonista pescando em um lago e montando em um tigre, sugerindo um mundo semiaberto ou ao menos hubs amplos. As figuras folclóricas chinesas aparecem em diversos momentos, com NPCs e inimigos inspirados em lendas regionais. A ambientação técnica impressiona: mesmo em uma build inicial, os efeitos de iluminação e as texturas de alta resolução indicam que o Unreal Engine 5 está sendo bem aproveitado, com reflexos e sombras dinâmicas que elevam a imersão.

Luta contra chefão: coreografia e escala

O confronto contra o primeiro grande chefão exibido no vídeo merece destaque. As animações são milimetricamente coreografadas, com o inimigo executando combos que forçam o jogador a usar todas as ferramentas disponíveis. A inteligência artificial parece reagir a padrões de ataque, alternando entre investidas agressivas e momentos de recuo. O design do chefão, que mistura elementos humanos com bestas mitológicas, reforça a identidade visual única que a Game Science construiu desde Wukong.

Quando Black Myth Zhong Kui será lançado? E quais plataformas?

A Game Science ainda não divulgou data de lançamento nem as plataformas confirmadas. Considerando que o antecessor chegou ao PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, é provável que o novo título siga o mesmo caminho, mas não há garantia oficial. O fato de a desenvolvedora ter publicado 15 minutos de gameplay real sugere que o desenvolvimento está mais avançado do que se imaginava. Se mantiver o ritmo, um anúncio de janela de lançamento pode ocorrer ainda neste ano, possivelmente para 2026 ou 2027. O mercado brasileiro, que abraçou Black Myth: Wukong com entusiasmo, deve aguardar ansiosamente por informações de pré-venda e preço local — o anterior chegou custando cerca de R$ 250 na estreia, e é esperado que Zhong Kui siga faixa similar.

O que diferencia Black Myth Zhong Kui de Wukong?

Enquanto Wukong era focado em um personagem pré-definido com um estilo de luta específico, Zhong Kui parece oferecer mais variedade de ferramentas e uma abordagem menos linear. As invocações, os ataques elementais e a possibilidade de montar em animais indicam que a Game Science quer expandir o escopo do combate, aproximando-o de um action-RPG com elementos de estratégia. A trama ainda é um mistério, mas a presença de múltiplas figuras folclóricas sugere uma narrativa mais fragmentada, talvez com missões secundárias que explorem diferentes mitos chineses.

O gameplay de 15 minutos de Black Myth Zhong Kui cumpre o papel de mostrar que a Game Science não está apenas repetindo a fórmula de sucesso. Há evolução clara em termos de mecânicas, ambientação e ambição. A qualidade visual, mesmo em estágio inicial, já coloca o título entre os mais aguardados do gênero. Resta saber se o estúdio conseguirá manter o ritmo de desenvolvimento e entregar uma experiência tão coesa quanto a do primeiro jogo. Se depender do que foi mostrado, as expectativas estão mais do que justificadas.

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