A editora Aspyr lançou de surpresa uma versão remasterizada de um dos action RPGs mais subestimados da Terra-média. Chegando sem aviso prévio às lojas digitais, The Lord of the Rings: War in the North – Legacy Edition já está disponível para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2, Switch e PC (Steam, Epic Games Store e GOG) ao preço de US$ 19,99 (cerca de R$ 115 em conversão direta, sem impostos). Na Europa, as versões para Switch 2 e Switch chegam apenas em 18 de outubro, enquanto o resto do mundo já pode mergulhar nesta aventura cooperativa.
O que é War in the North – Legacy Edition?
Desenvolvido originalmente pela Snowblind Studios em 2011, The Lord of the Rings: War in the North sempre foi um título peculiar no catálogo de jogos licenciados da franquia. Enquanto a maioria das adaptações seguia os passos da Sociedade do Anel, este jogo ousou contar uma história paralela e mais sombria, ambientada nas regiões setentrionais da Terra-média.
Esta Legacy Edition é uma remasterização que traz melhorias técnicas para os consoles modernos e PC, incluindo resolução nativa em 4K nos consoles de nova geração, taxas de quadros mais estáveis e carregamentos reduzidos. O conteúdo original permanece intacto, mas a experiência roda em hardware atual, corrigindo problemas crônicos de performance da versão de 2011.
Uma história paralela e brutal na Terra-média
O enredo expande o legendário de Tolkien ao focar em Agandaur, um Númenóreano Negro e servo de Sauron que reúne um exército colossal nas ruínas de Fornost. Enquanto Frodo e Sam seguem rumo à Montanha da Perdição, uma nova Sociedade precisa surgir para defender o Norte. É uma abordagem mais adulta e sangrenta, com campos de batalha cobertos de sangue e uma atmosfera de guerra desesperada que foge do tom épico tradicional dos filmes.
Os três heróis jogáveis
Uma das grandes inovações do jogo é a possibilidade de alternar instantaneamente entre três personagens com estilos de combate radicalmente diferentes:
- Eradan, o Patrulheiro Dunedain – Foco em furtividade, arco e espadas longas. Ideal para ataques precisos e eliminação silenciosa de inimigos.
- Andriel, a Lorenauta élfica – Suporte mágico com cura e feitiços de área. Essencial para manter o grupo vivo em batalhas prolongadas.
- Farin, o Campeão anão – Tanque puro com alta resistência e ataques corpo a corpo devastadores. A linha de frente do grupo.
Essa troca em tempo real (hot-swap) permite que o jogador adapte sua estratégia sem pausas, algo raro em jogos do gênero na época e que continua funcional hoje.
Modo cooperativo e progressão RPG
O grande destaque sempre foi o cooperativo. É possível jogar a campanha inteira com até dois amigos, online ou em tela dividida. Cada personagem mantém sua própria progressão de habilidades, equipamentos e árvore de talentos, o que incentiva a rejogabilidade com combinações diferentes de heróis.
O sistema de progressão é mais profundo do que a média dos jogos licenciados da época: você coleta armas e armaduras com atributos variados, desbloqueia habilidades passivas e ativas, e pode especializar cada herói em diferentes ramos de combate ou magia. Para um jogo de 2011, a profundidade era comparável a títulos como Dragon Age: Origins em versão simplificada.
Beleram, a Águia Gigante
Um dos diferenciais mais memoráveis é a invocação de Beleram, uma Águia Gigante que pode ser chamada para atacar do alto, desorientar inimigos e virar o rumo de batalhas apertadas. O sistema de invocação não é meramente cosmético: o pássaro possui ataques próprios e pode ser direcionado para alvos específicos, funcionando como um quarto membro temporário do grupo.
Inimigos, cenários e participações especiais
A variedade de inimigos é digna de nota. Orcs, Trolls, Wargs, Espectros dos Túmulos e até Bestas Aladas e Criaturas da Sombra aparecem ao longo da campanha. Cada tipo exige táticas diferentes, o que força os jogadores a alternar entre os heróis com frequência.
Os cenários incluem locais icônicos como Rivendell, a Floresta das Trevas (Mirkwood), a Montanha Solitária e Lórien. Além disso, personagens como Aragorn, Gandalf e Elrond fazem aparições que conectam a narrativa do jogo aos eventos dos filmes, sem roubar o protagonismo do trio principal.
Por que esta remasterização importa em 2026?
O mercado de jogos licenciados da franquia O Senhor dos Anéis sempre foi instável. Títulos como Shadow of Mordor e Shadow of War conquistaram seu espaço, mas War in the North permaneceu como uma joia escondida, especialmente por seu foco em cooperativo e narrativa paralela. A remasterização chega em um momento em que jogadores brasileiros, acostumados a preços elevados de lançamentos AAA, encontram aqui uma opção viável: por menos de R$ 120, o pacote oferece uma campanha de cerca de 12 a 15 horas, com rejogabilidade significativa.
Para os donos de Nintendo Switch 2, o lançamento é particularmente estratégico. O novo console da Nintendo ainda está em fase inicial de adoção no Brasil, e títulos third-party com apelo cooperativo e visual sólido ajudam a justificar o investimento na plataforma. Já no PC, a versão chega nativamente com suporte a resoluções ultra-wide e taxas de quadros desbloqueadas, algo que a versão original de 2011 jamais conseguiu oferecer de forma estável.
Disponibilidade e preço no Brasil
O valor de US$ 19,99 coloca o jogo na faixa dos títulos indies premium. Em lojas como Steam e GOG, o preço convertido deve ficar entre R$ 100 e R$ 130, dependendo da cotação e de impostos regionais. A Epic Games Store também oferece o título, e é possível que futuras promoções reduzam ainda mais o valor. Não há previsão de versão física para o mercado brasileiro.
