FIT Holding cria primeiro Conselho e abre capital para nova fase

FIT Holding institucionaliza governança com criação do primeiro Conselho e lança programa FIT XL para atrair capital e parceiros financeiros.

FIT Holding cria primeiro Conselho e abre capital para nova fase de crescimento com governança institucional.
Destaques
  • A FIT Holding criou seu primeiro Conselho, composto por Marcelo Lourenço, José Azevedo e André Haui.
  • O Programa FIT XL foi lançado para orientar as decisões da holding nas próximas décadas.
  • A holding busca atrair capital e parceiros financeiros mantendo a autonomia de suas unidades de negócio.

A FIT Holding realizou, em 6 de agosto de 2026, o primeiro Encontro de Sócios de sua história, evento que marcou a criação do seu primeiro Conselho, a inauguração da nova sede no Itaim Bibi, em São Paulo, e o lançamento do Programa FIT XL — Os Próximos 40 Anos. Com origem na Metaplan, fundada em 1987, a FIT completou 39 anos em 25 de agosto e iniciou seu 40º ano de atuação nos mercados de riscos, resseguro, crédito e distribuição no Brasil e na América Latina. O movimento sinaliza uma mudança estrutural relevante: a holding, que cresceu por décadas apoiada em relações empreendedoras, agora institucionaliza sua governança para atrair capital e parceiros financeiros, algo que mexe diretamente com a dinâmica de um setor historicamente pulverizado e relacional.

Governança: o primeiro Conselho da FIT

O novo Conselho integra a estrutura de governança que vai apoiar a construção de uma política de capital destinada a orientar investimentos, aprimorar a alocação de recursos e desenvolver oportunidades entre as diferentes operações. O colegiado é composto por Marcelo Lourenço, sócio executivo e conselheiro; José Azevedo, consultor estratégico e conselheiro; e André Haui, Managing Director de Capital Markets e conselheiro. A holding descreve o Conselho como o elo entre sua vantagem histórica — as pessoas e relações construídas ao longo de quatro décadas — e o próximo horizonte: a disciplina de capital. Para quem acompanha o mercado de seguros e resseguros brasileiro, essa é uma jogada típica de empresas que querem escalar sem perder a identidade operacional.

“Pessoas sempre foram a nossa vantagem, e agora ela ganha escala institucional. O Conselho e o nosso próximo passo, a atração de capital e parceiros financeiros, existem para agregar valor à cadeia de crédito e seguros do país, sem que nenhum dos nossos negócios abra mão da própria identidade”, afirma Felipe Aragão, sócio da FIT Holding. A frase resume bem a tese: a holding quer manter a autonomia das suas unidades de negócio enquanto cria um guarda-chuva de capital que permita investimentos mais agressivos.

Quatro verticais, negócios independentes

A FIT reúne mais de 20 empresas em quatro verticais, cada uma preservando sua identidade e especialização. Abaixo, a estrutura atual:

VerticalEmpresasFoco
Estrutura de RiscosLAR Holding, Latin Re, Latin Wholesale, Latin LLC (Miami), Catulus, Asas Insurance, Asas Garantia, Amparo (MGA digital), FairwayResseguro, wholesale, subscrição e garantia. A Latin Re é a primeira corretora de resseguros brasileira licenciada no Lloyd’s de Londres.
FIT WWiz Corporate, Wiz Benefícios, PromotivaCorretagem corporativa e de benefícios, construída em quase 20 anos de parceria com a Wiz Co.
Varejo e DistribuiçãoPositiva, FIT Mais Você, Terra Verde, Go Sellers, Me Protege, Olivia CareSeguros, saúde e healthtech, com foco em levar proteção a públicos de menor acesso.
Startups e VenturesAZ Finis (fintech e crédito), TMO (infraestrutura digital), Portal de Compras PúblicasIniciativas de longo prazo, incluindo acesso ao setor público com presença em mais de 3.000 prefeituras.

Na vertical de Varejo e Distribuição, Rodrigo Aragão, sócio responsável pela frente, destaca: “Na FIT Mais Você e em toda a nossa distribuição, o que nos move é levar proteção a quem raramente é alcançado. É onde a escala encontra propósito.” A afirmação ganha peso quando se olha para a capilaridade das operações — são canais que vão desde corretores tradicionais até plataformas digitais como a Amparo, que opera como MGA (Managing General Agent) 100% digital.

Da Metaplan à FIT: 39 anos construídos por pessoas

Da fundação da Metaplan, em 1987, à liderança em benefícios nos anos 1990 e à expansão por toda a cadeia de riscos a partir dos anos 2000, a trajetória da FIT foi construída por pessoas, empreendedores e empresas que se sustentaram ao longo do tempo. Esse legado agora passa a ser organizado em uma estrutura institucional preparada para apoiar os próximos ciclos. Ivan Aragão, sócio fundador da FIT Holding, contextualiza: “Não foi uma holding que construiu esses 39 anos. Foram empreendedores, empresas e pessoas que se sustentaram no tempo — negócios que cresceram sem abrir mão de suas identidades, unidos por uma forma comum de pensar o longo prazo. Chegar aos 39 anos não é motivo para olhar só para trás. É o melhor momento para decidir o que ainda queremos construir.”

Como símbolo dessa continuidade, o encontro reservou um reconhecimento ao sócio mais longevo da trajetória, Jorge Vidote, presente desde a Metaplan e hoje sócio de toda a estrutura de saúde da FIT. Esse tipo de gesto não é apenas simbólico: revela como a holding pretende manter o capital humano como ativo central mesmo enquanto atrai investidores institucionais.

O Programa FIT XL: os próximos 40 anos

O Programa FIT XL nasce como um processo institucional de longo prazo, e não como uma campanha de marketing. Ele é dedicado a orientar as decisões da FIT para as próximas décadas. No encerramento do encontro, os sócios registraram por escrito onde acreditam que a companhia estará em 2036. Os registros serão reabertos na próxima década, como símbolo do compromisso da FIT com uma visão de longo prazo e com a premissa: “Negócios independentes. Disciplina institucional comum.”

Para o mercado brasileiro de seguros e resseguros, que historicamente opera com estruturas familiares ou de capital fechado, a abertura da FIT para parceiros financeiros representa um movimento de maturidade. Em vez de vender operações ou diluir a identidade das marcas, a holding busca capital para acelerar investimentos em tecnologia, distribuição e novos produtos — especialmente nas áreas de crédito e fintech, onde a AZ Finis e o Portal de Compras Públicas já mostram tração. O desafio será equilibrar a disciplina de capital exigida por novos investidores com a autonomia operacional que sempre foi a marca registrada do grupo. Se conseguir, a FIT pode se tornar um case de governança no setor de riscos na América Latina.

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