MXRF11, BRCO11 e mais 180 FIIs pagam dividendos na semana

Semana de 10 a 14 de agosto de 2026 concentra 182 pagamentos de dividendos de fundos imobiliários, com destaque para KEVE11, MXRF11 e BRCO11.

A sexta-feira, 14 de agosto, concentra 148 pagamentos, 81% dos proventos da semana, com KEVE11 liderando o DY.
Destaques
  • 182 fundos imobiliários pagam dividendos entre 10 e 14 de agosto de 2026, com a sexta-feira concentrando 148 pagamentos.
  • KEVE11 lidera os maiores dividend yields da semana com 3,87%, mas o DY elevado pode indicar preço de cota deprimido.
  • MXRF11 paga R$ 0,10 por cota com DY de 1,04%, enquanto BRCO11 distribui R$ 0,91 com DY de 0,79%.

Os investidores de fundos imobiliários (FIIs) têm uma semana movimentada pela frente, com 182 pagamentos de dividendos programados entre 10 e 14 de agosto de 2026. A distribuição começa na segunda-feira e ganha tração ao longo dos dias, culminando em uma sexta-feira que concentra 148 pagamentos — o equivalente a 81% de todos os proventos da semana. Entre os destaques, MXRF11 e BRCO11 estão na lista, mas o maior retorno percentual do período é do KEVE11, com dividend yield (DY) de 3,87%.

Calendário de pagamentos dos FIIs na semana

O cronograma de distribuição de dividendos dos fundos imobiliários segue um padrão de concentração na última semana útil do mês, mas a agenda de agosto de 2026 traz uma distribuição mais pulverizada. Na segunda-feira (10) são oito fundos pagando, entre eles FIIB11 (R$ 2,70 por cota, DY 0,61%), GGRC11 (R$ 0,10, DY 1,01%), SMRE11 (R$ 1,00100215, DY 1,67%) e VSHO11 (R$ 0,70, DY 0,93%). Na terça-feira (11) apenas dois fundos pagam: ELDO11 (R$ 0,25) e LMAI11 (R$ 0,22, DY 0,63%).

Na quarta-feira (12) são 15 pagamentos, com destaque para HABT11 (R$ 0,95, DY 1,33%), ICRI11 (R$ 1,15, DY 1,24%), KNUQ11 (R$ 1,30, DY 1,23%) e RZLC11 (R$ 13,09, DY 1,29%). A quinta-feira (13) traz nove registros, sendo VCJR11 o maior DY do dia (1,74%), seguido por ZAVC11 (1,37%) e KCRE11 (1,35%).

A sexta-feira (14) é o grande dia, com 148 fundos distribuindo proventos. Entre os maiores DYs estão KEVE11 (3,87%), PEMA11 (1,78%), VCJR11 (1,74%), HCHG11 (1,71%), OUJP11 (1,66%), DEVA11 (1,62%), URHF11 (1,60%), TEPP11 (1,57%), URPR11 (1,54%) e VOTS11 (1,52%). MXRF11 paga R$ 0,10 por cota, com DY de 1,04%, enquanto BRCO11 distribui R$ 0,91, com DY de 0,79%.

Os maiores dividend yields da semana

Para quem busca retorno imediato, o KEVE11 é o destaque absoluto com DY de 3,87%. Esse percentual elevado, no entanto, deve ser analisado com cuidado: o valor por cota é de R$ 20,31, o que indica um preço de cota mais baixo em relação ao dividendo. O PEMA11 aparece duas vezes na lista (ambas em 14/08, com R$ 0,52531353 cada), somando DY de 1,78% por pagamento. VCJR11 e HCHG11 completam o top 5, com DY de 1,74% e 1,71%, respectivamente.

Fundos como DEVA11 (1,62%), URHF11 (1,60%) e VOTS11 (1,52%) também oferecem retornos acima da média do mercado de FIIs, que historicamente gira em torno de 0,8% a 1,2% ao mês. A tabela abaixo resume os 20 maiores dividend yields da semana, considerando apenas os fundos com DY informado:

FundoValor por cotaData de pagamentoDY
KEVE11R$ 20,3114/08/20263,87%
PEMA11R$ 0,525314/08/20261,78%
VCJR11R$ 1,2513/08/20261,74%
HCHG11R$ 1,0614/08/20261,71%
SMRE11R$ 1,00110/08/20261,67%
OUJP11R$ 1,2014/08/20261,66%
DEVA11R$ 0,3014/08/20261,62%
URHF11R$ 0,9514/08/20261,60%
TEPP11R$ 0,12514/08/20261,57%
URPR11R$ 0,3014/08/20261,54%
VOTS11R$ 1,2014/08/20261,52%
HCTR11R$ 0,2414/08/20261,49%
RBRD11R$ 0,5514/08/20261,46%
RBHY11R$ 1,0014/08/20261,44%
JPPA11R$ 1,2014/08/20261,43%
TGAR11R$ 0,7214/08/20261,42%
RENV11R$ 0,0814/08/20261,41%
RECR11R$ 1,098714/08/20261,40%
BBFO11R$ 0,9514/08/20261,38%
TRXY11R$ 0,1114/08/20261,37%

O que significa o dividend yield e como interpretá-lo

O dividend yield (DY) é a relação entre o valor do dividendo pago por cota e o preço de negociação da cota. Um DY de 1% em um mês significa que o investidor recebeu o equivalente a 1% do valor investido naquele mês. Para calcular o DY anualizado, multiplica-se o DY mensal por 12, mas isso não considera a variação de preço da cota nem a sazonalidade dos pagamentos. No caso do KEVE11, o DY mensal de 3,87% é excepcionalmente alto, mas pode refletir um preço de cota em queda ou um dividendo extraordinário.

Os fundos com DY acima de 1,5% na semana, como SMRE11, OUJP11 e DEVA11, são típicos de segmentos de renda urbana e lajes corporativas, que costumam distribuir proventos mais estáveis. Já fundos de papel (como MXRF11, com DY de 1,04%) têm volatilidade menor, mas retornos mais previsíveis. O BRCO11, do segmento de logística, paga 0,79%, dentro da média do setor.

Como os investidores podem usar essa agenda

Para quem busca uma estratégia de acumulação de dividendos, a semana oferece oportunidades de reinvestimento. Os pagamentos de segunda a quinta podem ser usados para comprar cotas de fundos que pagam na sexta, criando um efeito de compounding. Mas é importante verificar a data base de cada fundo — o dividendo é pago para quem estava com a cota na data de fechamento, que geralmente é anterior à data de pagamento. A lista acima inclui apenas as datas de pagamento, não as datas de corte.

Outro ponto relevante: fundos com DY muito alto podem estar com o preço da cota deprimido por algum motivo estrutural, como vacância ou inadimplência. O KEVE11, por exemplo, tem um valor por cota de R$ 20,31, mas seu DY de 3,87% sugere um preço de cota em torno de R$ 524 (já que 20,31 / 0,0387 = 524). Se o preço de mercado estiver abaixo desse valor, o DY real pode ser ainda maior. No entanto, a falta de liquidez ou problemas no ativo subjacente podem explicar o desconto.

Para o investidor brasileiro, que muitas vezes usa FIIs como fonte de renda passiva, a semana de 10 a 14 de agosto de 2026 é uma das mais relevantes do ano em volume de pagamentos. A sexta-feira, em particular, funciona como um “super sexta” de dividendos, com 148 fundos pagando simultaneamente.

Por fim, é importante lembrar que dividendos passados não garantem retornos futuros. A análise deve considerar o tipo de fundo, o segmento de atuação (lajes corporativas, shoppings, logística, recebíveis, etc.), a qualidade da gestão e o cenário macroeconômico. A agenda de pagamentos serve como um ponto de partida, não como uma recomendação de compra ou venda de ativos.

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