Petrobras cai 2,58% e arrasta Ibovespa para a terceira queda consecutiva

Ibovespa fecha semana em queda de 0,95% pressionado pela desvalorização do petróleo e dados do IPCA-15.

Petrobras cai 2,58% e arrasta Ibovespa para a terceira queda consecutiva
Destaques
  • Petrobras (PETR4) tombou 2,58% acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional.
  • IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, puxado pela alta de 7,42% na energia elétrica residencial.
  • Azzas 2154 disparou 12,97% impulsionada por expectativas em torno de uma possível transação envolvendo a Farm Rio.','tags':['Petrobras','Ibovespa','IPCA-15','Mercado financeiro','Ações']},

O Ibovespa fechou a sexta-feira (25) em queda de 0,27%, acumulando a terceira sessão consecutiva no vermelho e encerrando a semana com perda de 0,95%. O principal fator de pressão veio da Petrobras (PETR4), que tombou 2,58% acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional, em meio a sinalizações de negociações entre Estados Unidos e Irã. O índice fechou aos 183.476,86 pontos, com giro financeiro de R$ 23,5 bilhões, oscilando entre mínima de 182.151,01 e máxima de 184.214,48 pontos.

A sessão também foi marcada pelo IPCA-15 de setembro, que subiu 0,70% — após deflação de 0,40% em agosto —, puxado pela alta de 7,42% na energia elétrica residencial. O dado reacendeu preocupações sobre o espaço restante para novos cortes na Selic, enquanto o mercado monitora as pesquisas eleitorais a menos de duas semanas do primeiro turno.

Petrobras lidera as perdas, mas bancos e Vale seguram índice

Entre os papéis mais negociados, a forte desidratação do petróleo derrubou Petrobras (PETR4) em 2,58% e também pesou sobre Prio (PRIO3), que cedeu 2,24%. Na contramão, Vale (VALE3) registrou leve alta de 0,16%, enquanto os grandes bancos ajudaram a limitar as perdas do índice: Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,23%, Bradesco (BBDC4) avançou 0,56%, Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 0,62% e Santander (SANB11) fechou com alta de 0,51%.

O grande destaque positivo do pregão foi Azzas 2154 (AZZA3), que disparou 12,97% impulsionada por expectativas em torno de uma possível transação envolvendo a Farm Rio. Outros nomes de varejo e tecnologia também se destacaram, como Magazine Luiza (MGLU3), que saltou 7,30%.

Maiores altas e baixas do Ibovespa no pregão

AçãoVariação
Azzas 2154 (AZZA3)+12,97%
Magazine Luiza (MGLU3)+7,30%
Auren (AURE3)+3,30%
Embraer (EMBJ3)+2,44%
Assaí (ASAI3)+2,44%
AçãoVariação
Ultrapar (UGPA3)-5,77%
Vibra Energia (VBBR3)-4,96%
Hapvida (HAPV3)-3,10%
Cogna (COGN3)-2,75%
Petrobras (PETR4)-2,58%

Dólar recua e juros futuros caem

No mercado de câmbio, o dólar comercial interrompeu uma sequência de duas altas e encerrou o dia com queda de 0,23%, cotado a R$ 5,181. Os juros futuros também fecharam em queda ao longo da curva, refletindo a leitura de que o IPCA-15, embora acima do esperado, ainda não altera de forma radical as expectativas de curto prazo para a política monetária.

Bolsas americanas fecham a semana no positivo

Wall Street teve um dia de alta generalizada, impulsionada justamente pelas notícias de retomada das negociações entre EUA e Irã, que pressionaram o petróleo, mas aliviaram o risco geopolítico. O Dow Jones subiu 0,91%, o S&P 500 avançou 0,51% e o Nasdaq ganhou 0,48%. Na semana, os índices americanos fecharam no azul: Dow Jones +0,28%, S&P 500 +1,19% e Nasdaq +2,06%.

Perspectivas para a próxima semana

Restam apenas cinco pregões antes do primeiro turno das eleições, o que deve manter a volatilidade elevada no mercado brasileiro. A combinação de dados econômicos domésticos acima do esperado com o cenário político incerto e a sensibilidade ao petróleo torna as próximas sessões propensas a oscilações bruscas. A última cotação do Ibovespa registrada no pregão de quinta-feira (24) foi de 183.965,91 pontos, com queda de 0,99% – um recuo que já antecipava o viés negativo desta sexta.

Para o investidor de varejo, o movimento reforça a importância de acompanhar de perto tanto o noticiário sobre a política fiscal quanto as sinalizações externas, especialmente os preços das commodities e o humor de Wall Street. A Petrobras continua sendo o termômetro mais sensível do índice, e qualquer nova desvalorização do petróleo poderá arrastar o Ibovespa para novos patamares negativos antes da definição das urnas.

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