O Ibovespa fechou a sexta-feira (25) em queda de 0,27%, acumulando a terceira sessão consecutiva no vermelho e encerrando a semana com perda de 0,95%. O principal fator de pressão veio da Petrobras (PETR4), que tombou 2,58% acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional, em meio a sinalizações de negociações entre Estados Unidos e Irã. O índice fechou aos 183.476,86 pontos, com giro financeiro de R$ 23,5 bilhões, oscilando entre mínima de 182.151,01 e máxima de 184.214,48 pontos.
A sessão também foi marcada pelo IPCA-15 de setembro, que subiu 0,70% — após deflação de 0,40% em agosto —, puxado pela alta de 7,42% na energia elétrica residencial. O dado reacendeu preocupações sobre o espaço restante para novos cortes na Selic, enquanto o mercado monitora as pesquisas eleitorais a menos de duas semanas do primeiro turno.
Petrobras lidera as perdas, mas bancos e Vale seguram índice
Entre os papéis mais negociados, a forte desidratação do petróleo derrubou Petrobras (PETR4) em 2,58% e também pesou sobre Prio (PRIO3), que cedeu 2,24%. Na contramão, Vale (VALE3) registrou leve alta de 0,16%, enquanto os grandes bancos ajudaram a limitar as perdas do índice: Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,23%, Bradesco (BBDC4) avançou 0,56%, Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 0,62% e Santander (SANB11) fechou com alta de 0,51%.
O grande destaque positivo do pregão foi Azzas 2154 (AZZA3), que disparou 12,97% impulsionada por expectativas em torno de uma possível transação envolvendo a Farm Rio. Outros nomes de varejo e tecnologia também se destacaram, como Magazine Luiza (MGLU3), que saltou 7,30%.
Maiores altas e baixas do Ibovespa no pregão
| Ação | Variação |
|---|---|
| Azzas 2154 (AZZA3) | +12,97% |
| Magazine Luiza (MGLU3) | +7,30% |
| Auren (AURE3) | +3,30% |
| Embraer (EMBJ3) | +2,44% |
| Assaí (ASAI3) | +2,44% |
| Ação | Variação |
|---|---|
| Ultrapar (UGPA3) | -5,77% |
| Vibra Energia (VBBR3) | -4,96% |
| Hapvida (HAPV3) | -3,10% |
| Cogna (COGN3) | -2,75% |
| Petrobras (PETR4) | -2,58% |
Dólar recua e juros futuros caem
No mercado de câmbio, o dólar comercial interrompeu uma sequência de duas altas e encerrou o dia com queda de 0,23%, cotado a R$ 5,181. Os juros futuros também fecharam em queda ao longo da curva, refletindo a leitura de que o IPCA-15, embora acima do esperado, ainda não altera de forma radical as expectativas de curto prazo para a política monetária.
Bolsas americanas fecham a semana no positivo
Wall Street teve um dia de alta generalizada, impulsionada justamente pelas notícias de retomada das negociações entre EUA e Irã, que pressionaram o petróleo, mas aliviaram o risco geopolítico. O Dow Jones subiu 0,91%, o S&P 500 avançou 0,51% e o Nasdaq ganhou 0,48%. Na semana, os índices americanos fecharam no azul: Dow Jones +0,28%, S&P 500 +1,19% e Nasdaq +2,06%.
Perspectivas para a próxima semana
Restam apenas cinco pregões antes do primeiro turno das eleições, o que deve manter a volatilidade elevada no mercado brasileiro. A combinação de dados econômicos domésticos acima do esperado com o cenário político incerto e a sensibilidade ao petróleo torna as próximas sessões propensas a oscilações bruscas. A última cotação do Ibovespa registrada no pregão de quinta-feira (24) foi de 183.965,91 pontos, com queda de 0,99% – um recuo que já antecipava o viés negativo desta sexta.
Para o investidor de varejo, o movimento reforça a importância de acompanhar de perto tanto o noticiário sobre a política fiscal quanto as sinalizações externas, especialmente os preços das commodities e o humor de Wall Street. A Petrobras continua sendo o termômetro mais sensível do índice, e qualquer nova desvalorização do petróleo poderá arrastar o Ibovespa para novos patamares negativos antes da definição das urnas.

