O DEVA11 é o Fundo de Investimento Imobiliário (FII) Devant Recebíveis Imobiliários, um fundo de “papel” (focado em Certificados de Recebíveis Imobiliários – CRIs), gerido pela Devant Asset. Ele busca gerar renda por meio de investimentos em títulos de dívida lastreados em imóveis, com ênfase em CRIs de médio risco. O fundo tem cerca de R$ 1,36 bilhão em patrimônio, mas negocia com baixa liquidez (volume médio diário de ~26 mil cotas) e é listado na B3. Abaixo, uma análise baseada em dados atualizados até hoje, incluindo desempenho, dividendos, valuation e perspectivas.

Desempenho de Preço e Retornos
- Cotação atual: R$ 24,86 (alta de 0,69% no dia, após variação diária entre R$ 24,39 e R$ 24,90).
- Variação em 2025 (YTD): -6,89% (iniciou o ano em R$ 26,45 e fechou novembro em R$ 24,46). O fundo acumulou perdas consistentes, influenciadas por um mercado de FIIs pressionado por juros altos (Selic em ~11,75%) e inadimplência no setor imobiliário.
- Retorno nos últimos 12 meses: +7,39% (incluindo dividendos), impulsionado por yields elevados, mas o preço da cota caiu -11,18% no período.
- Volatilidade: Baixa em comparação ao IFIX (índice de FIIs), com desvio padrão histórico de 5,22% (vs. 26,34% do IFIX), o que o torna estável para renda, mas suscetível a choques setoriais.
| Período | Variação de Preço | Retorno Total (com DY) |
|---|---|---|
| YTD 2025 | -6,89% | ~12,90% (graças a dividendos) |
| Últimos 12 meses | -11,18% | +7,39% |
| Último mês (nov/2025) | +5,34% | +6,65% |
| CAGR 3 anos | -23,71% | -16,45% (DY) |
| CAGR 5 anos | -12,47% | -22,86% (DY) |
O preço atingiu mínima de R$ 21,57 e máxima de R$ 32,37 nos últimos 52 semanas. Em 2025, o fundo sofreu com desvalorização geral dos FIIs de papel, devido a preocupações com defaults em CRIs.
Dividendos e Rendimento
O DEVA11 é atrativo para investidores de renda, com distribuições mensais isentas de IR para PF.
Dividend Yield (DY) anualizado (últimos 12 meses): 19,79% (R$ 4,84 por cota), superior ao CDI (~10,5%) e ao IFIX (~9%). Dividendos recentes (2025):
| Mês | Valor por Cota (R$) | DY Mensal (%) | Data de Pagamento |
|---|---|---|---|
| Jan | 0,44 | 1,66% | 14/02 |
| Fev | 0,41 | 1,45% | 14/03 |
| Mar | 0,43 | 1,43% | 14/04 |
| Abr | 0,41 | 1,37% | 14/05 |
| Mai | 0,46 | 1,50% | 14/06 |
| Jun | 0,45 | 1,50% | 14/07 |
| Jul | 0,46 | 1,53% | 14/08 |
| Ago | 0,34 | 1,13% | 14/09 |
| Set | 0,32 | 1,19% | 14/10 |
| Out | 0,35 | 1,37% | 14/11 |
| Nov | 0,33 | 1,32% | 14/12 |
| Dez (previsto) | 0,44 | 1,73% | 12/12 (pago hoje!) |
- Total 2025: R$ 4,84 (queda de 20,92% vs. 2024, que foi R$ 6,12). O caixa do fundo é de 3,30% (R$ 44,9 milhões), suficiente para cobrir distribuições, mas há sinais de pressão por inadimplência.

Valuation e Composição
- P/VP (Preço/Valor Patrimonial): 0,25 (cota negocia a 25% do valor patrimonial de R$ 96,91). Isso sugere subvalorização extrema, o que pode atrair “caçadores de barganhas”, mas reflete desconfiança no mercado quanto à qualidade dos ativos.
- Composição da Carteira: ~90% em CRIs (foco em recebíveis de construção e incorporação), com exposição a devedores do setor imobiliário (ex.: construtoras em crise). Há caixa e Tesouro Direto para liquidez.
- Taxas: Sem taxa de administração divulgada recentemente, mas custos operacionais baixos (~0,5-1% a.a.).
Riscos Principais
Sim, há risco grande no DEVA11, especialmente para 2026:
- Inadimplência em CRIs: Uma parcela significativa dos títulos está inadimplente ou em carência, afetando rendimentos. Relatórios gerenciais de out/nov/2025 destacam problemas com devedores, levando a vendas forçadas e quedas no preço.
- Setor Imobiliário: Crise no Brasil (alta de juros, desemprego e inflação de ~4,5%) pressiona recebíveis. Exposição a construtoras endividadas aumenta risco de default.
- Liquidez e Volatilidade: Baixo volume de negociação pode amplificar quedas em pânicos de mercado. DY em declínio (CAGR negativo) sinaliza sustentabilidade questionável.
- Recomendações de Analistas: EQI Research e Itaú BBA sugerem venda, citando performance fraca e riscos elevados. Preço-alvo médio para 2025/2026: ~R$ 22-25, implicando downside de 0-10%.
- Riscos Macro: Se a Selic cair (projeção de 10,5% em 2026), FIIs de papel podem se recuperar, mas recessão ou default generalizado no setor agrava perdas.

Perspectivas para o Futuro: É Prosperoso?
O futuro não parece altamente próspero para o DEVA11, mas pode ser moderadamente atrativo para renda de alto yield se você tolerar risco.
- Positivos: DY de ~20% continua acima da média de FIIs, e P/VP baixo pode levar a recuperação se inadimplências forem resolvidas (ex.: via renegociações ou vendas). Com Selic em queda projetada para 2026 (BC: 9-10%), o fundo pode atrair fluxo de renda fixa migrando para FIIs. Relatório de nov/2025 mostra pré-pagamentos de CRIs, aliviando pressão.
- Negativos: Tendência de queda no DY e no preço sugere desafios estruturais. Sem diversificação além de CRIs, o fundo é vulnerável a uma “tempestade perfeita” no imobiliário. Perspectiva para 2026: Retorno total de 10-15% se mercado estabilizar, mas risco de mais -10% no preço se defaults piorarem.
- Recomendação Geral: Alto risco/recompensa. Ideal para portfólio diversificado (máx. 5-10% alocação) focado em renda, não crescimento. Monitore relatórios mensais e inadimplência. Consulte um assessor; não é para perfis conservadores.

