Homem é procurado após se passar por policial federal para ameaçar técnicos da Light no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está em busca de um homem acusado de se passar por policial federal para intimidar funcionários da Light durante uma vistoria de medidores de energia em um condomínio na Tijuca, Zona Norte da capital fluminense. O caso, registrado na 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca), envolve falsificação de identidade, ameaças com arma simulada e uso indevido de uniforme oficial.

Falsa identificação e ameaças durante vistoria de energia

De acordo com o boletim de ocorrência, técnicos da concessionária de energia foram até um prédio na Rua Itacuruça para verificar o medidor do apartamento onde o suspeito reside. Inicialmente, o morador atendeu os profissionais vestindo roupas comuns, mas minutos depois retornou ao local completamente equipado com uniforme semelhante ao da Polícia Federal.

Equipamento completo de falsa autoridade policial

O homem apareceu vestindo coturno, distintivo e uma blusa com identificação da corporação federal, além de portar o que parecia ser uma arma de fogo. Testemunhas relataram que ele adotou postura agressiva e ordenou que a equipe da Light deixasse o local imediatamente, afirmando ser policial federal e que poderia conduzi-los para “a delegacia dele”.

Fuga do local e descoberta de material falso

Após as ameaças, os trabalhadores saíram do prédio e procuraram a polícia. Quando agentes da Polícia Civil chegaram ao condomínio para verificar a situação, o suspeito já havia deixado o local em um carro de aplicativo. A Polícia Federal confirmou posteriormente que ele não possui qualquer vínculo com a instituição.

Material apreendido durante busca no apartamento

Durante buscas realizadas no apartamento, os policiais encontraram um arsenal de itens falsos: camisas com identificação da Polícia Federal e o nome “André Pires”, distintivo falso, colete, coturno, dois simulacros de arma de fogo e um par de algemas. Também foram apreendidos celulares, equipamentos eletrônicos, câmeras fotográficas profissionais e diversos documentos.

Investigação aponta para organização criminosa

De acordo com as investigações preliminares, o acusado mora no imóvel há aproximadamente seis meses, junto com outros dois homens que já foram identificados pelas autoridades. A presença de equipamentos profissionais e múltiplos itens de falsificação sugere que a ação não foi isolada, mas parte de uma operação mais organizada.

Crimes imputados ao suspeito

Caso seja localizado e preso, o homem poderá responder por múltiplos crimes: usurpação de função pública, constrangimento ilegal com emprego de arma (mesmo simulada), fingir-se funcionário público e uso indevido de uniforme ou distintivo. As penas para esses delitos podem chegar a oito anos de prisão, dependendo das circunstâncias e da reincidência.

Operação policial continua ativa na região

As buscas pelo suspeito continuam em toda a região da Tijuca e áreas adjacentes. A Polícia Civil mantém equipes de ronda e está analisando as imagens de câmeras de segurança do condomínio e das redondezas para identificar o veículo de aplicativo utilizado na fuga.

A Light informou que reforçou os protocolos de segurança para suas equipes técnicas, especialmente em situações onde há histórico de conflitos ou resistência por parte dos consumidores. A empresa também orientou seus funcionários a sempre verificar as credenciais de qualquer pessoa que se identifique como autoridade policial durante suas atividades de campo, acionando imediatamente as delegacias especializadas em caso de dúvida sobre a legitimidade das identificações apresentadas.

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