O fundo imobiliário JSRE11 registrou lucro líquido de R$ 10,012 milhões em maio, resultado ligeiramente superior ao do mês anterior. As receitas totais somaram R$ 11,807 milhões, enquanto as despesas do período totalizaram R$ 1,795 milhão. O resultado por cota foi de R$ 0,48, valor integralmente distribuído aos cotistas no formato de dividendos mensais.
Com base no preço de fechamento da cota em maio, de R$ 61,07, os rendimentos representam um dividend yield mensal de 0,79%, o que equivale a 9,43% ao ano. Importante destacar que, para pessoas físicas, os rendimentos de fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda, desde que respeitadas as condições estabelecidas pela legislação brasileira.
Guidance de dividendos e indicadores do JSRE11
Enquanto não apresenta o novo guidance de longo prazo, a gestão do JSRE11 informou que pretende manter a distribuição de rendimentos no intervalo entre R$ 0,48 e R$ 0,56 por cota. Ao final de maio, o fundo possuía valor de mercado de R$ 1,268 bilhão, com 88.932 cotistas e liquidez média diária de R$ 4,362 milhões. A cota patrimonial encerrou o mês em R$ 103,10, enquanto o patrimônio líquido totalizou R$ 2,141 bilhões, com 20,767 milhões de cotas em circulação.
Evolução da vacância e locações nos imóveis
O destaque operacional do mês foi a melhora na taxa de ocupação do portfólio. No Edifício Tower Bridge, estão em andamento negociações para locar conjuntos nos 6º, 11º e 17º andares, além de conversas iniciais para o 4º andar. Caso todas sejam concluídas, a ocupação do imóvel deve superar 95%, bem acima da vacância física de 13,3% registrada no início do ano.
No Work Bela Cintra, o fundo renovou o contrato com a ITA Airways, garantindo a ocupação integral do ativo. Já no WT Morumbi, há tratativas avançadas para o 13º andar e três interessados pelos andares 18 e 19. Se essas locações se concretizarem, a vacância física atual de 19,8% — que já caiu dos 34% observados no momento da aquisição, em dezembro de 2025 — pode recuar para cerca de 5% nos próximos seis meses, antecipando as premissas consideradas na compra.
Composição patrimonial e resultados do JSRI
O patrimônio líquido do JSRE11 encerrou maio com 75,4% dos ativos alocados em imóveis. Os principais ativos são: Edifício Paulista (R$ 465,0 milhões; 21,7% do total), Edifício Tower Bridge Corporate (R$ 416,0 milhões; 19,4%), Torres Marble e Ebony no Rochaverá (R$ 408,2 milhões; 19,1%) e WTNU III (R$ 320,6 milhões; 15,0%). As cotas subordinadas de FIIs, concentradas no JS Renda Imobiliária, representam 19,9% do patrimônio (R$ 425,3 milhões). Completam a carteira o CRI Atacadão (2,8%; R$ 60,9 milhões), caixa e contas a receber (1,1%), títulos públicos em LFT (0,9%) e a carteira de FIIs (0,6%).
Até maio, o fundo JSRI — veículo controlado pelo JSRE11 — apurou resultado de R$ 47.604.919, impulsionado pelo recebimento de R$ 8.500.000 referente à Renda Mínima Garantida negociada na aquisição do Work Bela Cintra e do WT Morumbi. Desse total, foram distribuídos R$ 42.935.036 às cotas seniores e R$ 2.640.012 às subordinadas em abril e maio, o que representou receita de R$ 0,07 e R$ 0,05 por cota, respectivamente, para o JSRE11.
O que o investidor brasileiro deve acompanhar
O desempenho do JSRE11 segue atrelado à evolução da vacância dos imóveis recém-adquiridos e à capacidade da gestão de manter os dividendos no patamar atual. A redução da vacância do WT Morumbi para próximo de 5% nos próximos meses, conforme indicado pela administração, seria um sinal positivo para a previsibilidade dos rendimentos. O investidor deve monitorar os próximos relatórios gerenciais para confirmar o avanço das locações em andamento e a divulgação do novo guidance de longo prazo, que dará maior clareza sobre a trajetória esperada de distribuição de resultados.
