Lançado em 4 de junho de 2026 sob enorme expectativa, o novo filme live-action de Mestres do Universo pode não representar o tão aguardado renascimento da franquia. Apesar de ter atraído mais de 1 milhão de espectadores no Brasil, o longa-metragem da MGM Studios sofreu uma queda de 71% em suas receitas na segunda semana em cartaz, acendendo um alerta vermelho sobre sua viabilidade financeira. Com um orçamento estimado em US$ 200 milhões e uma arrecadação global que mal ultrapassa a metade desse valor, o filme já é apontado por analistas como um dos maiores fracassos de bilheteria de 2026.
Queda de 71% contrasta com estreia forte de Dia D e coloca Mestres do Universo em rota de prejuízo
Na semana encerrada em 11 de junho, Dia D, de Steven Spielberg, liderou as bilheterias com folga. O longa arrecadou US$ 44 milhões no mercado doméstico (EUA) e mais US$ 48,8 milhões internacionalmente, totalizando US$ 92,87 milhões. Embora o resultado tenha ficado ligeiramente abaixo das previsões iniciais de US$ 50 milhões para o mercado interno, o filme segue no caminho da lucratividade, precisando alcançar a marca de US$ 300 milhões para equilibrar suas contas.
Mestres do Universo, por outro lado, vive uma realidade bem diferente. Após uma estreia razoável, o filme despencou para US$ 8,6 milhões na segunda semana nos EUA. Com isso, sua arrecadação doméstica acumulada é de US$ 46,7 milhões, e o total mundial chega a US$ 86,1 milhões. Esse ritmo de queda torna extremamente improvável que o estúdio consiga recuperar os US$ 200 milhões investidos na produção, sem contar os custos de marketing e distribuição.
Estrelado por Nicholas Galitzine como o Príncipe Adam e Jared Leto como o icônico vilão Esqueleto, o enredo acompanha o herói que, após anos isolado na Terra, retorna ao reino de Eternia. Para restaurar a paz, ele precisa reunir a Espada do Poder e seus antigos aliados para enfrentar as forças do mal. Apesar da premissa clássica e do apelo nostálgico, o filme não conseguiu atrair o público mais jovem, concentrando-se em uma base de fãs com mais de 45 anos.
Top 5 da semana nos EUA expõe o domínio de gêneros distintos
O desempenho fraco de Mestres do Universo fica ainda mais evidente quando observamos o ranking completo das bilheterias norte-americanas da semana. Confira os números:
- Dia D – US$ 44 milhões
- Obsessão – US$ 19 milhões
- Todo Mundo em Pânico 6 – US$ 14,5 milhões
- Backrooms – US$ 11,2 milhões
- Mestres do Universo – US$ 8,6 milhões
Enquanto o drama histórico de Spielberg e o terror Obsessão (que já soma US$ 188 milhões no mercado doméstico e US$ 286 milhões globalmente) continuam atraindo público, Mestres do Universo amarga a quinta posição com uma arrecadação que já é menor que a de aberturas medianas de comédias de terror.
Por que Mestres do Universo está sendo considerado um dos maiores fracassos de 2026?
A combinação de um orçamento elevado com uma base de público restrita e sem renovação geracional é a principal causa. O filme falhou em conquistar espectadores mais jovens, que não têm vínculo nostálgico com a franquia dos anos 1980. Além disso, a forte concorrência de títulos como Dia D e a baixa repercussão nas redes sociais aceleraram a queda de bilheteria, tornando a recuperação do investimento praticamente inviável.
Mestres do Universo se junta a outras franquias que decepcionaram em 2026
O cenário de 2026 não tem sido generoso com grandes apostas do cinema. Star Wars: O Mandaloriano e Grogu, por exemplo, arrecadou US$ 315 milhões ao redor do mundo (incluindo US$ 4,7 milhões nos EUA na última semana), mal cobrindo seu orçamento. Isso demonstra que mesmo franquias consolidadas como Star Wars estão perdendo força nas bilheterias, sinalizando uma mudança de comportamento do público, que hoje se mostra mais seletivo e menos fiel a marcas estabelecidas.
Para a MGM e a Mattel, que apostavam no renascimento da linha Mestres do Universo, o resultado é um duro golpe. O filme pode não apenas se tornar um prejuízo financeiro significativo, mas também comprometer planos futuros para a franquia no cinema e em outras mídias. Resta saber se o estúdio conseguirá reverter a trajetória com estratégias de marketing agressivas ou se o fracasso será definitivo — como tudo indica até o momento.

