Rede de ativistas com receita de US$ 3 bilhões financia protestos anticapitalistas nos Estados Unidos

Uma extensa rede composta por aproximadamente 500 grupos ativistas, cuja receita anual conjunta é estimada em US$ 3 bilhões, está por trás da organização e financiamento de uma série de protestos anticapitalistas e anti-Trump em diversas cidades dos Estados Unidos. Conforme apurado pela Fox Digital News, a articulação envolve organizações que vão desde ONGs políticas tradicionais até grupos abertamente socialistas e comunistas, alguns com ligações diretas com a China, que buscam radicalizar os movimentos de rua.

Coordenação nacional e financiamento bilionário

Em St. Paul, Minnesota, a ONG Indivisible, conhecida por seu ativismo em defesa da agenda do Partido Democrata e financiada pelo bilionário George Soros, atuou como principal coordenadora do protesto “No Kings”. Paralelamente, a reportagem identificou a ação decisiva de organizações radicais financiadas por Neville Roy Singham, um empresário de tecnologia norte-americano, comunista declarado e residente na China. Singham tem destinado recursos volumosos a entidades que promovem pautas socialistas revolucionárias.

Organizações-chave na rede de Singham

Entre as instituições beneficiadas pelos recursos de Singham estão o Fórum Popular de Nova York, o Partido pelo Socialismo e Libertação, a Coalizão Answer e o CodePink, cofundado por Jodie Evans, esposa do empresário. Esses grupos mantêm colaboração estreita com a Organização Socialista Freedom Road. Em comunicados, representantes dessas entidades afirmaram que planejam levar uma mensagem explícita de “revolução” aos protestos, transformando um dia de manifestações em um projeto de longo prazo.

Preparação e mobilização em múltiplas cidades

Os preparativos para os atos foram intensos e descentralizados. Na noite de 27 de março, em Minneapolis, ativistas do Partido pelo Socialismo e Libertação carregaram um veículo com cartazes vermelhos confeccionados para o evento, exibindo frases como “NÃO A REIS. NÃO À GUERRA.”. Em Nova York, o Fórum Popular, que recentemente enviou delegados a Cuba em apoio ao regime de Miguel Díaz-Canel, convocou seus membros. Em Washington, D.C., o mesmo partido organizou um “Contingente Socialista”.

Estratégias de contingentes e retórica revolucionária

Em Grand Rapids, Michigan, a Freedom Road Socialist Organization orientou militantes a se reunirem para um “Contingente Anti-Trump”. O grupo, que já liderou protestos contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e utiliza símbolos associados ao Hamas em sua comunicação, postou no Instagram que “as pessoas… estão se tornando mais simpáticas à revolução”. No Maine, uma coalizão local organizou um “Contingente Esquerdista Unificado” com o objetivo declarado de enfrentar “imperialismo, capitalismo e violência estatal”.

Referências ideológicas e apoio a regimes autoritários

A rede demonstra claras referências ideológicas históricas. Em Denver, postagens de ativistas da Freedom Road incluíam menções ao Coral do Exército Vermelho, simbolismo soviético e figuras como Joseph Stalin e Mao Tse-tung. A orientação estratégica segue abertamente a doutrina de Mao sobre “Guerra Popular”, que prega a infiltração de movimentos revolucionários em causas políticas amplas para radicalizá-las. Além disso, vários grupos expressaram apoio a regimes autoritários. A Freedom Road, por exemplo, defendeu publicamente o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, preso nos EUA, classificando sua detenção como um “sequestro”.

Estratégia de infiltração e radicalização de movimentos

Analistas apontam que a presença desses grupos em protestos de grande porte não é incidental, mas parte de uma estratégia calculada. Grandes manifestações oferecem visibilidade e uma plataforma para que movimentos menores divulguem mensagens radicais e recrutem novos membros. O CodePink, por exemplo, conectou os protestos a pautas anti-imperialistas, convocando atos em grandes cidades e associando-os à oposição à política externa norte-americana em relação a Irã, Cuba, Venezuela e Palestina, enquanto expressava apoio a figuras como Ali Khamenei e Xi Jinping.

A articulação de uma rede tão vasta e bem financiada, que opera desde a coordenação logística até a disseminação de propaganda revolucionária, revela um esforço organizado para influenciar o cenário político e social norte-americano a partir das ruas. A convergência de recursos bilionários, retórica anticapitalista radical e táticas de infiltração marca uma nova fase na capacidade de mobilização de grupos que buscam uma transformação profunda na sociedade dos Estados Unidos.

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