O mercado de fundos imobiliários (FIIs) e Fiagros teve uma semana movimentada, com o XPML11 liderando as notícias mais lidas ao registrar um salto de 53% no lucro mensal e a maior venda por metro quadrado do ano. O resultado veio acompanhado de outros destaques, como a distribuição de dividendos de Fiagros de até 1,54%, a alta de 24% nos rendimentos do IRIM11 e a conclusão de uma oferta bilionária pelo GGRC11. Abaixo, um resumo dos principais eventos que chamaram a atenção dos investidores brasileiros.
Lucro do XPML11 cresce 53% e fundo registra melhor venda do ano
O fundo imobiliário XPML11 apurou um resultado de R$ 55,235 milhões em maio, alta de 53% em relação ao mês anterior. As receitas somaram R$ 66,710 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 11,474 milhões. O fundo distribuiu R$ 0,92 por cota em 25 de junho, o que representa um retorno mensal aproximado de 0,87%. O rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das regras vigentes. A combinação de forte crescimento operacional e a venda recorde impulsionou o interesse pelo ativo entre os investidores.
Fiagros pagam dividendos de até 1,54% em julho
Os Fiagros encerraram junho com uma nova rodada de distribuições, com pagamentos programados entre 7 e 14 de julho. Os rendimentos mensais variaram de 0,45% a 1,54%. O destaque foi o VCRA11, que pagou R$ 0,97 por cota e atingiu o maior retorno do grupo. Outros fundos como PLCA11, RZAG11, RURA11 e IAAG11 também entregaram dividendos acima de 1%. A data de corte para a maioria dos fundos foi 30 de junho, exigindo que os investidores estivessem posicionados até o fechamento do pregão para ter direito aos proventos.
IRIM11 eleva dividendos em 24% e paga maior valor em quase quatro anos
O fundo imobiliário IRIM11 anunciou a distribuição de R$ 1,18 por cota referente a junho, um aumento de 24% sobre o mês anterior e o maior valor pago em quase quatro anos. O crédito ocorrerá em 17 de julho, com direito a quem mantiver as cotas até o fim do pregão de 9 de julho. Com base na cotação de fechamento de junho, de R$ 66,24, o rendimento mensal equivale a cerca de 1,78%, também isento de IR para pessoas físicas.
Gestor da MAG vê CRIs mais atrativos que imóveis diretos no atual cenário de juros
Tomaz de Gouvêa, responsável pela área de fundos imobiliários da MAG Investimentos, avalia que o atual nível de juros torna o crédito imobiliário (CRI) mais atraente do que a compra direta de imóveis. Segundo ele, um CRI bem estruturado já entrega retorno semelhante ao de equity, com menor risco, já que o credor recebe antes do sócio. O fundo MAGM11, principal veículo da casa, mantém a carteira concentrada em CRIs, mesmo tendo mandato para investir em imóveis e ações, refletindo essa visão estratégica.
GGRC11 conclui oferta bilionária e capta R$ 1,48 bilhão para expandir portfólio logístico
O fundo imobiliário GGRC11 encerrou sua 11ª emissão de cotas com a captação de R$ 1,48 bilhão, uma das maiores ofertas recentes do setor. No último período de subscrição, o fundo levantou R$ 734,5 milhões, atingindo o volume máximo previsto. A carteira do FII conta com 38 imóveis, mais de 786 mil metros quadrados de área locável e 44 inquilinos, com taxa de ocupação de 99,81%. A oferta também ampliou a base de cotistas para 356.495, consolidando o GGRC11 entre os dez maiores FIIs do país em número de investidores.
Esses movimentos reforçam a relevância dos fundos imobiliários e Fiagros como alternativas de renda passiva no Brasil, especialmente em um cenário de juros elevados, onde a busca por ativos que ofereçam retornos isentos de IR e exposição a setores como logística e agronegócio continua forte. O investidor deve acompanhar de perto os próximos resultados e as estratégias de alocação desses fundos para avaliar oportunidades alinhadas ao seu perfil.
