Potencial Seguradora cria experiência exclusiva na Festa do Peão de Americana

Com realidade aumentada e gamificação, a Potencial Seguradora transformou a Festa do Peão de Americana em um laboratório de inovação para seguros digitais.

Estande da Potencial Seguradora na Festa do Peão de Americana ofereceu consultoria personalizada usando realidade virtual e gamificação.
Destaques
  • A experiência imersiva da Potencial Seguradora combinou realidade virtual, gamificação e consultoria personalizada para engajar o público do rodeio.
  • O sistema 'Match Seguro' gerava pré-cálculo de apólice em menos de 15 segundos usando dados abertos do Serasa e Detran-SP.
  • A ação na Festa do Peão de Americana reforça a tendência de seguradoras brasileiras migrarem para modelos proativos de educação e captura de dados.

A Potencial Seguradora markou presença na 38ª edição da Festa do Peão de Americana com um estande que transcendeu o conceito tradicional de ativação de marca. Em vez de simplesmente distribuir brindes ou exibir logotipos, a seguradora desenvolveu uma experiência imersiva que combinou tecnologia de realidade aumentada, gamificação e consultoria personalizada em seguros. A iniciativa, batizada internamente de “Potencial Experience”, foi pensada para gerar engajamento real com o público do rodeio — um perfil que, segundo pesquisas da própria empresa, valoriza segurança patrimonial mas ainda resiste à contratação digital de seguros.

Como a Potencial Seguradora transformou a Festa do Peão em laboratório de inovação

A estrutura ocupou 120 metros quadrados na área central do evento, em Americana (SP), e foi dividida em três zonas distintas. Na primeira, chamada de “Portal de Riscos”, os visitantes usavam óculos de realidade virtual simulando situações comuns de sinistro — desde um curto-circuito em uma fazenda até a colisão de um veículo em estrada de terra. O objetivo era demonstrar, na prática, como a cobertura se aplica a cenários específicos do agronegócio e da vida no campo, sem necessidade de jargão técnico.

Na segunda zona, “Simulador de Proteção”, a Potencial utilizou sensores de movimento e uma tela interativa de 80 polegadas. O participante escolhia entre diferentes ativos (casa, carro, trator, gado) e, por meio de gestos, era desafiado a “proteger” esses bens contra eventos climáticos, roubo ou acidentes. Cada decisão correta gerava pontos e explicava, em tempo real, qual cláusula da apólice cobriria aquele risco. A mecânica de jogo, desenvolvida em parceria com uma startup de Campinas, usava lógica de árvore de decisão e exibia estimativas de prêmio mensal com base no perfil de risco detectado.

Tecnologia de rastreamento e personalização em tempo real

O diferencial técnico mais interessante estava na terceira zona, “Match Seguro”. Ao fornecer o CPF e autorizar a leitura de dados abertos via API do Serasa e do Detran-SP (com consentimento explícito), o sistema da Potencial gerava um pré-cálculo de apólice em menos de 15 segundos. O algoritmo considerava histórico de multas, perfil de crédito e localização da residência para sugerir um pacote de coberturas personalizado. Quem aceitava a simulação ainda ganhava um voucher de desconto para usar na contratação online — uma estratégia para converter o engajamento presencial em lead qualificado.

Todo o processamento foi feito em servidores locais dentro do próprio estande, com uso de computação em nuvem híbrida (AWS Outposts) para garantir latência baixa mesmo com picos de visitação. A rede Wi-Fi no local foi reforçada com um link dedicado de 500 Mbps, e os dispositivos utilizados (tablets Samsung Galaxy Tab S9 e headsets Meta Quest 3) eram gerenciados por um sistema de MDM (Mobile Device Management) que permitia reset remoto a cada sessão.

Por que a Potencial investiu em uma experiência imersiva no rodeio de Americana

A Festa do Peão de Americana atrai cerca de 200 mil pessoas durante os dez dias de programação, com forte presença de proprietários rurais, pecuaristas e profissionais do agronegócio — exatamente o público-alvo da Potencial Seguradora, que tem foco em seguros patrimoniais e rurais. A decisão de apostar em tecnologia interativa, em vez de ações tradicionais, veio de uma análise interna que apontava baixa conversão em eventos anteriores baseados apenas em panfletagem e stand-up de vendas.

Dados da empresa indicam que, após a ativação, o custo por lead qualificado caiu 34% em relação à média histórica da marca em eventos. Além disso, o tempo médio de permanência no estande foi de 9 minutos e 20 segundos — número considerado alto para feiras e festas populares. A taxa de retenção da simulação personalizada (usuários que completaram o processo) chegou a 72%, e 18% dos visitantes que realizaram a simulação converteram em contratação efetiva nos 30 dias seguintes, segundo métricas internas compartilhadas durante o evento.

Gamificação como ferramenta de educação financeira e securitária

Outro aspecto relevante foi o uso de mecânicas de jogo para explicar conceitos como franquia, carência e coberturas avulsas. Em vez de um corretor explicando verbalmente, os visitantes aprendiam na prática: ao “perder” pontos por não contratar cobertura contra granizo no simulador, recebiam automaticamente um pop-up explicativo sobre a importância da cláusula para o agronegócio na região de Americana, onde tempestades de granizo são frequentes entre outubro e fevereiro.

O design de interação foi pensado para perfis com baixa familiaridade digital: os comandos eram baseados em toque e gestos amplos, com feedback visual e sonoro imediato. A interface, desenvolvida em React Native e Three.js para renderização 3D leve, rodava em tablets com proteção industrial (IP65) para suportar poeira e possíveis respingos — comuns em ambientes de rodeio.

O que a experiência da Potencial revela sobre o futuro da distribuição de seguros no Brasil

A iniciativa na Festa do Peão de Americana ilustra uma tendência clara: seguradoras brasileiras estão migrando de um modelo reativo (esperar o cliente procurar) para um modelo proativo de educação e captura de dados. A combinação de realidade virtual, gamificação e pré-aprovação em tempo real mostrou que é possível quebrar a resistência à contratação digital mesmo em públicos tradicionais, desde que a experiência seja intuitiva e resolva uma dor imediata — no caso, a falta de entendimento sobre quais coberturas são realmente necessárias.

Para o mercado, o case da Potencial serve como referência de como eventos de grande porte podem se transformar em pontos de coleta de dados com consentimento, geração de leads qualificados e teste de produtos em tempo real. Em termos de tecnologia, a aposta em computação de borda (edge computing) e APIs abertas indica um caminho para reduzir a dependência de sistemas legados — desafio histórico do setor segurador no Brasil. Se a conversão em contratação efetiva se mantiver nos próximos meses, a Potencial deverá expandir o modelo para outras festas agropecuárias do interior paulista e de Minas Gerais, como a Festa do Peão de Barretos e a Expozebu.

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