O fundo imobiliário KNIP11 registrou em maio o maior resultado mensal de sua história em 2026, com um lucro líquido de R$ 104,8 milhões. O desempenho foi puxado quase que integralmente pela carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que gerou R$ 104,6 milhões no período, enquanto as despesas somaram R$ 5,5 milhões. Com esse resultado, a distribuição de rendimentos foi fixada em R$ 1,25 por cota, com pagamento programado para 12 de junho.
Considerando a cota média de ingresso de R$ 102,96, o valor distribuído representa uma rentabilidade de 1,21% no mês, equivalente a 113% da taxa DI do período. Para investidores pessoas físicas, que contam com a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos, o retorno com gross-up à alíquota de 15% sobe para 133% do CDI, um indicador que reforça a eficiência tributária do fundo para esse perfil de cotista.
Composição da carteira e alavancagem do KNIP11
A carteira do KNIP11 encerrou maio com valor de mercado de R$ 8,083 bilhões, ante um saldo de aquisição de R$ 8,963 bilhões. Os CRIs continuam sendo o carro-chefe do portfólio, representando 97,7% da alocação total, com taxa média de aquisição de 7,04% ao ano e prazo médio de 6,8 anos. As cotas de outros fundos imobiliários têm participação marginal, de apenas 0,1%.
Além da exposição direta aos ativos-alvo, o FII mantinha 10,3% do patrimônio em instrumentos de caixa, aplicados em títulos públicos federais. A alocação total de 108,1% indica o uso de alavancagem, com operações compromissadas reversas lastreadas em CRIs representando cerca de 8% do patrimônio líquido. A parcela investida em CRIs apresentava taxa MTM de IPCA + 10,27% ao ano, com duration de 4,0 anos.
Exposição setorial e indexadores
Em termos de indexadores, a carteira segue fortemente concentrada em inflação: 90,4% dos ativos estão vinculados ao IPCA, enquanto os 9,6% restantes são atrelados à Selic. Essa estrutura protege o fundo contra a desvalorização da moeda e garante previsibilidade de retorno real para o investidor.
Na divisão por segmentos, os shoppings respondem pela maior fatia da exposição, com 32,8% da carteira. Em seguida aparecem os setores logístico (22,7%), escritórios (21,1%), residencial pulverizado (11,4%), residencial (6,5%) e outros segmentos (5,5%). Essa diversificação setorial reduz a dependência de um único ciclo econômico e distribui o risco entre diferentes atividades imobiliárias.
Principais ativos do portfólio
Entre os maiores pesos da carteira, o CRI Gazit Malls lidera com saldo MTM de R$ 418,6 milhões, equivalente a 5,2% do portfólio, e remuneração de IPCA + 6,17% ao ano. Na sequência, aparecem o CRI JHSF Malls (R$ 324,9 milhões; 4,0% de participação), o CRI Galpão Cajamar (R$ 274,0 milhões; 3,4%), o CRI HGLG (R$ 259,5 milhões; 3,2%) e o CRI Shopping Balneário (R$ 229,1 milhões; 2,8%).
A concentração em ativos de alta qualidade e com prazos alongados, combinada à alavancagem controlada e à exposição a indexadores de inflação, posiciona o KNIP11 como um veículo de renda passiva com potencial de retorno real superior ao CDI, especialmente em cenários de juros elevados e inflação persistente. O resultado de maio confirma a capacidade do fundo de gerar fluxo de caixa consistente, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador.