O mercado de seguro viagem no Brasil está em franca expansão, e a capacitação dos agentes de viagem tem se mostrado um fator estratégico para sustentar esse crescimento. Em meio a um cenário de consumidores mais conscientes sobre riscos e coberturas, a GTA – Global Travel Assistance concluiu a edição especial da Academia GTA, seu programa de treinamentos virtuais que capacitou mais de 1,5 mil profissionais de diferentes regiões do país ao longo de oito aulas temáticas.
O programa teve como objetivo aprofundar o conhecimento do trade sobre o portfólio da seguradora, abordando desde assistência médica e transporte até cobertura para bagagens, proteção financeira, suporte jurídico, serviços especiais e ferramentas de atendimento. Os encontros foram conduzidos pelo diretor comercial Gelson Popazoglo, pela assessora Fran Zerbetto, pelo coordenador nacional de Vendas Rogério Esteves e pela supervisora de vendas Marisa Zamboni.
Capacitação como diferencial competitivo
“O produto seguro viagem deixou de ser visto apenas como uma exigência para determinados destinos e passou a ocupar um papel estratégico no planejamento das viagens. Quanto mais preparado estiver o agente de viagem, maior será sua capacidade de demonstrar ao passageiro o valor agregado de uma apólice e a importância de viajar protegido”, afirma Gelson Popazoglo, diretor comercial da GTA.
Segundo ele, a ideia foi destrinchar todos os benefícios contidos em uma apólice, demonstrando que o seguro viagem vai muito além de despesas médicas e hospitalares. “É aquele melhor amigo que está sempre por perto. A partir do momento em que o agente compreende a profundidade dos pontos em que o seguro viagem auxilia o passageiro, ele estará apto a vender com propriedade”, completa.
Projeção de crescimento de 12,2% em 2026
A iniciativa acompanha o bom momento vivido pelo segmento. Segundo projeções da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a demanda por seguro viagem deverá crescer 12,2% em 2026. Esse número reflete não apenas a retomada do turismo, mas também a maior percepção de risco por parte dos viajantes brasileiros.
Dados da Susep: onde os brasileiros mais acionam o seguro viagem
Um levantamento da Susep (Superintendência de Seguros Privados) mostra que os Estados Unidos concentram 28% dos acionamentos de seguro viagem realizados por brasileiros, seguidos por França (15%), Itália (12%), Espanha (10%) e Reino Unido (8%). Os destinos asiáticos respondem por 12% dos registros, muitos deles associados a viagens que envolvem atividades de aventura.
Esses dados evidenciam a importância de o agente conhecer em profundidade as coberturas disponíveis para orientar adequadamente os passageiros de acordo com o destino e o perfil da viagem. “A especialização contínua do trade é um dos fatores que sustentam o desenvolvimento do setor. Pretendemos qualificar 12 mil agentes de viagens até o final de 2026aaaa”, revela Popazoglo.
Mercado segurador como um todo também cresce
Outros números da Susep demonstram a solidez desse movimento. Apenas em janeiro de 2026, o mercado de seguros arrecadou R$ 36,17 bilhões, resultado 0,51% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Para a GTA, esse ambiente favorável reforça a importância da atualização constante dos profissionais que atuam diretamente com o consumidor.
“Os viajantes estão cada vez mais informados e atentos aos riscos envolvidos em uma viagem. Investir na formação dos agentes significa fortalecer todo o setor turístico e contribuir para experiências seguras”, conclui o diretor comercial.
O que isso significa para o consumidor brasileiro
Com mais agentes capacitados, o consumidor final tende a receber uma orientação mais precisa na hora de contratar um seguro viagem. Em vez de apenas cumprir uma exigência burocrática para entrar em determinado país, o viajante passa a entender quais coberturas são realmente relevantes para o seu destino e seu perfil de viagem — como assistência médica, cobertura para bagagens, proteção financeira em caso de cancelamento ou interrupção, e suporte jurídico em emergências.
Para o profissional do setor, o cenário indica que a qualificação continuada deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade competitiva. Com a projeção de crescimento de dois dígitos nos próximos anos, os agentes de viagem que dominarem o portfólio de seguros estarão mais preparados para atender um público cada vez mais exigente.
Por fim, ao verificar sua apólice de seguro viagem, o consumidor deve prestar atenção aos limites de cobertura médica, às exclusões (como doenças preexistentes ou atividades de risco não declaradas), às condições de acionamento da assistência e aos prazos para contratação. Um agente bem treinado pode esclarecer esses pontos com clareza, transformando a proteção em parte essencial do planejamento da viagem.

