I Think I Turned My Childhood Friend Into a Girl ganha adaptação em anime

O mangá de comédia romântica LGBT+ de Azusa Banjo, que viralizou no Twitter, ganhará uma adaptação para os animes.

Ilustração comemorativa divulgada por Azusa Banjo mostra os protagonistas em momento de intimidade e transformação.
Destaques
  • O mangá começou como webcomic no Twitter em dezembro de 2019 e hoje possui 11 volumes físicos.
  • A Seven Seas Entertainment descreve a obra como uma comédia romântica LGBT+ onde ninguém é o que parece.
  • A adaptação em anime pode levar de 12 a 18 meses para estrear, sem estúdio ou elenco definidos ainda.

O mangá I Think I Turned My Childhood Friend Into a Girl, obra de Azusa Banjo que mistura comédia romântica com questões de identidade de gênero e autoaceitação, acaba de ganhar sinal verde para uma adaptação em anime. O anúncio foi feito oficialmente na conta do projeto no X (antigo Twitter), acompanhado de uma ilustração inédita do próprio criador. Por enquanto, detalhes como estúdio responsável, equipe de produção, elenco de voz e data de estreia permanecem em aberto, mas a confirmação já movimenta os fãs do gênero.

Uma comédia romântica com temática LGBT+ chega aos animes

A estreia do anime de I Think I Turned My Childhood Friend Into a Girl representa mais um passo na diversificação de narrativas dentro do universo dos animes. A obra de Azusa Banjo se destaca por abordar uma relação entre dois garotos com leveza, humor e sensibilidade, algo que a editora Seven Seas Entertainment descreveu como “uma comédia romântica LGBT+ em que ninguém é exatamente o que parece, e todos aprendem a ser quem realmente são”. A ilustração comemorativa divulgada mostra os protagonistas em um momento de intimidade e transformação, reforçando o tom afetivo que conquistou leitores desde o formato digital.

Da webcomic ao papel: a trajetória do mangá

O mangá começou como uma webcomic publicada diretamente no perfil de Azusa Banjo no X (antigo Twitter) em dezembro de 2019. O sucesso rápido fez com que a Ichijinsha assumisse a publicação física, que hoje conta com 11 volumes tankobon lançados. O 12º volume está agendado para 25 de junho de 2026, indicando que a série segue em plena produção mesmo após o anúncio da adaptação animada. Para o público ocidental, a Seven Seas Entertainment cuida da versão em inglês, com tradução que mantém o tom original da obra.

Enredo: quando a maquiagem transforma uma amizade

A premissa é aparentemente simples, mas carrega camadas de descoberta pessoal. Mido Kenshiro é um estudante popular que sempre escondeu sua paixão por cosméticos. Quando seu amigo de infância Hiura permite que Kenshiro pratique maquiagem em seu rosto, o resultado é transformador — para ambos. O que começa como uma brincadeira entre amigos evolui para uma redescoberta de identidade, afetos e a própria definição de masculinidade. A história inverte o clichê do “makeover” comum em comédias românticas ao colocar dois garotos como protagonistas, explorando a fluidez entre aparência e essência.

Disponibilidade internacional e o que esperar do anime

Embora o anúncio do anime não tenha revelado cronograma, o histórico da indústria sugere que a produção pode levar de 12 a 18 meses até a estreia, considerando a ausência de estúdio e equipe definidos. A publicação do 12º volume em junho de 2026 também alimenta especulações sobre uma possível janela de lançamento alinhada com a nova temporada. Para os leitores brasileiros, a obra ainda não possui edição oficial em português, mas a crescente presença de títulos LGBT+ no mercado nacional — impulsionada por editoras como a NewPop e a JBC — abre espaço para uma eventual licenciamento local, especialmente com a visibilidade que a adaptação em anime trará.

A adaptação de I Think I Turned My Childhood Friend Into a Girl chega em um momento em que o público busca representações mais autênticas e plurais dentro do entretenimento japonês. A combinação de comédia romântica com temas de gênero e autoaceitação promete atrair tanto fãs de longa data quanto novos espectadores interessados em histórias que vão além dos romances tradicionais. Resta aguardar os próximos anúncios para saber qual estúdio dará vida a Kenshiro, Hiura e toda a paleta de emoções que Azusa Banjo construiu ao longo de seis anos de publicação.

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