Instituto de Longevidade MAG debate longevidade e trabalho no MaturiFest

Instituto de Longevidade MAG leva debates sobre envelhecimento ativo, inclusão no trabalho e planejamento financeiro para a nona edição do MaturiFest em São Paulo.

Painel, oficinas e espaço de convivência marcam a participação do Instituto no maior festival de longevidade e trabalho do Brasil.
Destaques
  • O painel 'O Brasil está pronto para envelhecer trabalhando?' reúne especialistas no dia 15 de agosto.
  • A oficina 'Reinvenção de Carreira' oferece ferramentas para profissionais 50+ reavaliarem suas trajetórias.
  • A população 50+ representa cerca de 30% da força de trabalho brasileira, segundo o conteúdo.

Entre os dias 13 e 15 de agosto, a Unibes Cultural, em São Paulo, recebe a nona edição do MaturiFest, maior festival brasileiro dedicado ao trabalho, ao empreendedorismo e à longevidade da população com mais de 50 anos. O Instituto de Longevidade MAG, entidade que há uma década pesquisa e dissemina conhecimento sobre envelhecimento e planejamento financeiro, marca presença no evento com uma programação que mescla debates técnicos, oficinas práticas e um espaço de convivência voltado à troca de experiências entre gerações. Em um país onde a expectativa de vida ultrapassa os 76 anos e a pirâmide etária se inverte, eventos como o MaturiFest deixam de ser nicho e se tornam termômetro de uma transformação social que exige respostas urgentes do mercado de trabalho, das políticas públicas e da própria cultura corporativa.

Longevidade e trabalho no centro do debate

Antônio Leitão, especialista em longevidade do Instituto de Longevidade MAG, afirma que viver mais significa ampliar possibilidades, não impor limites. Para ele, o trabalho, quando inclusivo e conectado às diferentes realidades etárias, consolida-se como um dos pilares para uma vida longa, ativa e plena. Essa visão orienta a participação do Instituto no festival, que neste ano terá como destaque o painel “O Brasil está pronto para envelhecer trabalhando? Ciência, inclusão e conexão”, marcado para o dia 15 de agosto, às 14h.

O painel reunirá Carla Tieppo, membro do Conselho Consultivo do Grupo MAG, Jorgete Lemos, especialista em diversidade, e Carol Romano, pesquisadora em longevidade. A discussão parte de um dado concreto: o aumento da expectativa de vida pressiona empresas e profissionais a repensarem carreiras lineares, modelos de aposentadoria e a valorização da experiência acumulada. Em vez de tratarem a idade como fator de obsolescência, as organizações brasileiras começam a enxergar o potencial de equipes multigeracionais — mas o caminho ainda é desigual entre setores e regiões.

Oficinas práticas: da reinvenção ao pitch

A programação do Instituto de Longevidade MAG também inclui duas oficinas voltadas ao desenvolvimento profissional. No dia 13 de agosto, Sandra Quinteiro conduz “Reinvenção de Carreira – Do quebra-cabeça ao mosaico”. A proposta é oferecer ferramentas para que profissionais 50+ reavaliem suas trajetórias em um cenário de maior longevidade e transformação acelerada do mercado de trabalho. A metáfora do quebra-cabeça para o mosaico sugere que, em vez de buscar uma peça que encaixe perfeitamente em um modelo único, é possível construir caminhos flexíveis que combinem diferentes experiências, competências e interesses.

Já no dia 14 de agosto, a oficina “Da Ideação ao Pitch: como transformar ideias em propostas convincentes” aborda técnicas para estruturar projetos, desenvolver competências comunicativas e fortalecer iniciativas empreendedoras ou processos de transição de carreira. Em um mercado que valoriza cada vez mais a capacidade de síntese e a clareza na apresentação de propostas, a habilidade de criar um pitch eficaz torna-se diferencial competitivo, especialmente para profissionais que buscam recolocação ou desejam empreender após os 50 anos.

Um espaço para conexão intergeracional

Além dos debates e oficinas, o Instituto montará um espaço de convivência dedicado à troca de experiências entre participantes de diferentes gerações. A ideia é simples, mas carregada de significado: criar um ambiente onde a conversa informal e o networking substituam a hierarquia etária, permitindo que profissionais mais experientes e jovens compartilhem perspectivas sobre carreira, aprendizado contínuo e qualidade de vida. Em um contexto onde a longevidade expande a janela de atuação profissional, a conexão entre gerações deixa de ser um exercício de tolerância e passa a ser uma estratégia de inovação e retenção de talentos.

Por que o MaturiFest importa para o mercado brasileiro

Idealizado pela Maturi, startup referência em empregabilidade e desenvolvimento profissional para pessoas com mais de 50 anos, o MaturiFest consolidou-se como o principal encontro brasileiro sobre longevidade e trabalho. A edição de 2025 reúne especialistas, empresas, pesquisadores e profissionais em uma programação que aborda inclusão, inovação, carreira, empreendedorismo, bem-estar e qualidade de vida. Em um país onde o etarismo ainda é uma barreira real — pesquisas indicam que candidatos acima dos 50 anos têm até 60% menos chances de serem chamados para entrevistas —, eventos que desmistificam o envelhecimento ativo e propõem soluções práticas desempenham papel crucial na transformação da cultura organizacional.

A participação do Instituto de Longevidade MAG reforça o entendimento de que envelhecer trabalhando não é questão de necessidade econômica apenas, mas de propósito e saúde mental. A longevidade, quando mal planejada, pode gerar exclusão e solidão; quando abraçada com informação e políticas inclusivas, torna-se motor de inovação e desenvolvimento social. O painel, as oficinas e o espaço de convivência oferecidos no festival são exemplos concretos de como a expertise técnica pode sair dos papers acadêmicos e chegar ao dia a dia de profissionais que desejam se manter ativos, produtivos e realizados.

O desafio para os próximos anos será escalar iniciativas como essa para todas as regiões do Brasil, adaptando-as às realidades locais — do mercado formal nas grandes capitais ao empreendedorismo nas cidades médias e pequenas. O MaturiFest 2025, ao lado do trabalho contínuo do Instituto de Longevidade MAG, sinaliza que o debate sobre longevidade e trabalho já saiu da periferia e ocupa o centro das discussões sobre o futuro do país. E, considerando que a população 50+ representa hoje cerca de 30% da força de trabalho brasileira, ignorar esse movimento não é apenas um erro estratégico — é um anacronismo.

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