Fiagros captam R$ 5,8 bilhões em 2026 e superam 600 mil investidores

Os Fiagros captaram R$ 5,8 bilhões nos primeiros cinco meses de 2026, superando 600 mil investidores e consolidando o segmento como alternativa de investimento.

Dados da Anbima mostram captação recorde de R$ 5,8 bilhões e mais de 600 mil investidores em Fiagros.
Destaques
  • Os Fiagros captaram R$ 5,8 bilhões nos primeiros cinco meses, um avanço de 226,9%.
  • A recente regulamentação do Fiagro Multimercado permite combinar diferentes ativos em um único fundo.
  • O BTG Pactual disponibilizou um relatório gratuito sobre Fiagros na plataforma BTG Content.

Os Fundos de Investimento nas Cadeias Agroindustriais (Fiagros) seguem em ritmo acelerado de crescimento no mercado brasileiro. Dados da Anbima mostram que a classe captou R$ 5,8 bilhões entre janeiro e maio deste ano, um avanço expressivo de 226,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reforça a tendência de recuperação do segmento após um ciclo mais desafiador e já supera marcos importantes de adesão por parte dos investidores.

Atualmente, os Fiagros contam com mais de 600 mil investidores ativos, número que deve crescer com a recente regulamentação do Fiagro Multimercado, que permite a combinação de diferentes ativos em um único fundo. Para efeito de comparação, a classe fechou 2025 com captação total de R$ 9,1 bilhões e patrimônio líquido de R$ 21,6 bilhões. O desempenho de 2026 já sinaliza que o ano pode superar esses números com folga.

O que são Fiagros e como funcionam?

Os Fiagros são fundos de investimento que reúnem recursos de pessoas físicas e jurídicas para aplicação em ativos ligados ao agronegócio. Entre os principais ativos que compõem as carteiras estão:

  • Terras e imóveis rurais;
  • Títulos do agronegócio, como CRAs, LCAs e CPRs;
  • Participações societárias em empresas do setor;
  • Direitos creditórios do agronegócio e cotas de FIDCs;
  • Créditos de Carbono do Agronegócio e CBIOs.

A maior parte dos Fiagros negociados na B3 está concentrada em títulos de crédito, o que significa que o retorno do investidor está atrelado à capacidade de pagamento de produtores, cooperativas ou empresas do agronegócio. O principal título utilizado é a Cédula de Produto Rural (CPR), mas os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são os mais presentes nas carteiras atualmente.

Vantagens e riscos dos Fiagros para o investidor brasileiro

Entre as vantagens de investir em Fiagros, destacam-se a diversificação da carteira com exposição ao setor agropecuário — que tem dinâmica própria e baixa correlação com outros mercados — e a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que respeitadas as regras específicas (fundos com mais de 50 cotistas e que distribuam ao menos 95% do resultado). Além disso, os fundos contam com gestão profissional, que define a estratégia de alocação e busca gerar retornos consistentes.

Por outro lado, o investidor precisa estar atento à volatilidade inerente ao agronegócio, influenciada por fatores climáticos, oscilações de preços de commodities e cenário internacional. Apesar disso, a criação do Fiagro Multimercado ampliou as possibilidades de mitigação de riscos ao permitir a combinação de diferentes classes de ativos em um mesmo veículo.

BTG Pactual libera relatório gratuito sobre Fiagros

Para quem deseja se aprofundar no funcionamento e nas estratégias dos Fiagros, o analista Caio Araújo, da Empiricus Research (casa de análise do grupo BTG Pactual), preparou um relatório completo sobre a classe. O material aborda:

  • Como os Fiagros funcionam na prática;
  • Principais estratégias de investimento;
  • Ativos mais comuns nas carteiras;
  • Evolução da indústria;
  • Desempenho recente da classe.

O relatório está disponível gratuitamente na plataforma BTG Content, e pode ser acessado por qualquer investidor interessado.

O que o investidor brasileiro deve acompanhar daqui para frente

O avanço dos Fiagros em 2026 reflete não apenas a recuperação do apetite por risco, mas também a maturidade regulatória do produto. A ampliação do número de investidores e o aumento da captação indicam que a classe está se consolidando como alternativa relevante de diversificação ao lado dos Fundos Imobiliários (FIIs).

Para o investidor pessoa física, vale acompanhar de perto a evolução dos spread dos CRAs e CPRs, a qualidade dos originadores e a política de distribuição de rendimentos de cada fundo. Como em qualquer investimento, não existe garantia de retorno, e a análise criteriosa da estratégia e do gestor continua sendo o ponto de partida antes de alocar recursos.

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