MT concentra 5 dos 10 maiores polos agrícolas e SNFZ11 mantém seis fazendas no estado

Mato Grosso concentra cinco dos dez maiores polos agrícolas do Brasil, e o fundo SNFZ11 reforça sua aposta no estado com seis fazendas e novos investimentos.

MT concentra 5 dos 10 maiores polos agrícolas e SNFZ11 mantém seis
Destaques
  • Os cinco principais municípios de Mato Grosso somaram R$ 35,8 bilhões em valor de produção agrícola em 2025.
  • O fundo SNFZ11 distribuiu R$ 0,10 por cota em setembro de 2026, com dividend yield de 1,09%.
  • As seis fazendas do SNFZ11 em Mato Grosso somam 3.160 hectares, todos arrendados à Jequitibá Agro.

O agronegócio brasileiro tem em Mato Grosso seu epicentro mais dinâmico, e os números oficiais confirmam essa posição de liderança. Com cinco dos dez municípios de maior valor de produção agrícola do país, o estado não apenas dita o ritmo do setor, mas também serve de palco para a estratégia de investimento do fundo imobiliário agrícola SNFZ11, que mantém seis fazendas em seu território. Essa conexão entre a pujança da agricultura mato-grossense e a alocação de capital de um fiagro revela um cenário de oportunidades e riscos calculados para investidores que buscam exposição ao mercado de terras.

A Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, do IBGE, aponta que os dez maiores polos agrícolas brasileiros movimentaram juntos R$ 65,9 bilhões, o equivalente a 7,1% de toda a produção agrícola nacional no ano. Desse total, R$ 35,8 bilhões vieram de apenas cinco cidades mato-grossenses: Sapezal, Sorriso, Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Mutum. O restante do ranking é composto por três municípios de Goiás e dois da Bahia, o que reforça a concentração da produção no Centro-Oeste.

Município (MT)Valor da produção (R$ bilhões)
Sapezal8,59
Sorriso8,16
Campo Novo do Parecis7,87
Diamantino5,82
Nova Mutum5,39

Mato Grosso como um todo alcançou R$ 165,6 bilhões em valor de produção agrícola em 2025, mantendo a liderança nacional com folga. A soja foi o grande motor desse resultado: respondeu por R$ 90,34 bilhões, seguida pelo milho (R$ 38,7 bilhões) e pelo algodão (R$ 29,9 bilhões). A relevância da oleaginosa não é apenas estatística — ela sustenta todo o ecossistema de terras agrícolas, arrendamentos e contratos que alimentam fundos como o SNFZ11.

SNFZ11 amplia presença em Mato Grosso com novas fazendas

O fundo SNFZ11 possui hoje seis propriedades rurais no estado, somando 3.160 hectares, dos quais 1.060 hectares contam com irrigação. As fazendas estão distribuídas pelos municípios de Gaúcha do Norte, Nova Lacerda e Paranatinga — áreas que, embora não estejam entre os dez maiores polos do ranking, integram a mesma cadeia produtiva que impulsiona a economia regional. Todas as terras são arrendadas à Jequitibá Agro, gerando receita recorrente por meio de contratos de longo prazo.

Em 2026, o portfólio foi expandido com a incorporação das fazendas Panteão, Berrante e Guaraipós, localizadas em Gaúcha do Norte e Nova Lacerda. Essas novas aquisições se somaram às fazendas Coliseu, Xavante e Triângulo da Gaúcha, consolidando a estratégia de concentração geográfica em Mato Grosso. A lógica por trás dessa aposta é clara: exposição à valorização de terras produtivas em uma região que responde por mais de um quarto do valor da produção agrícola brasileira.

Além das propriedades rurais, a carteira do SNFZ11 inclui três Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), que funcionam como complemento de renda e diversificação. Essa combinação de ativos físicos e papéis permite ao fundo equilibrar a rentabilidade dos arrendamentos com a liquidez dos títulos de crédito.

Dividendos de setembro: yield de 1,09% com isenção de IR

O SNFZ11 anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota referente aos rendimentos de setembro de 2026. O pagamento ocorre em 25 de setembro, com data-base em 15 de setembro. Considerando o fechamento da cota em R$ 9,16 no mês anterior, o dividend yield do período foi de 1,09%. Para pessoas físicas, os proventos são isentos de Imposto de Renda, o que eleva a atratividade em relação a outras classes de ativos de renda fixa.

A concentração das maiores economias agrícolas do país em Mato Grosso não é um fenômeno passageiro. A combinação de clima favorável, infraestrutura logística em expansão e demanda global por commodities mantém o estado como o principal polo de produção de grãos do Brasil. Para o SNFZ11, essa realidade representa tanto um lastro para a valorização de suas terras quanto um mercado aquecido para novos arrendamentos. A expansão recente do fundo sinaliza que a gestão aposta na continuidade desse ciclo, mas caberá ao investidor monitorar de perto a evolução dos preços das commodities e a rentabilidade dos contratos.

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