Mi Band 11 chega por menos de R$ 230 com bateria que dura até 3 semanas

Nova pulseira inteligente da Xiaomi chega ao mercado chinês com tela mais brilhante, sensores aprimorados e preço inicial de 289 yuans.

Mi Band 11 é lançada na China com tela AMOLED de 2.000 nits e bateria de até 21 dias.
Destaques
  • A Mi Band 11 oferece tela AMOLED de 1,72 polegada com brilho máximo de 2.000 nits, 500 nits a mais que a geração anterior.
  • O preço de lançamento na China é de 289 yuans (cerca de R$ 222), enquanto a versão global ainda não tem data confirmada.
  • A pulseira inclui sensores de frequência cardíaca, oxigenação, estresse e saúde feminina, com análise de sono aprimorada por IA.

A Xiaomi apresentou oficialmente nesta sexta-feira a Mi Band 11, sua nova pulseira inteligente que promete uma tela significativamente mais brilhante, sensores atualizados e autonomia de bateria de até 21 dias. O lançamento aconteceu primeiro na China, com preço promocional de 289 yuans — cerca de R$ 222 na cotação atual — e valor sugerido de 299 yuans, aproximadamente R$ 229. A pré-venda já está aberta no mercado chinês, e a versão global, embora não confirmada, deve chegar nas semanas seguintes, seguindo o histórico da fabricante.

Preço oficial e versões disponíveis

A Mi Band 11 chega em quatro variantes no mercado chinês. A versão padrão custa 289 yuans na promoção de lançamento e 299 yuans no preço cheio. Já o modelo com NFC sai por 339 yuans, enquanto a edição especial em cerâmica ou metal é vendida por 399 yuans. Todas as conversões foram feitas com o yuan a R$ 0,77 (cotação comercial do dia), sem incluir impostos brasileiros ou taxas de importação — servem apenas como referência, não como previsão de valor nacional.

VersãoPreço na ChinaConversão direta
Padrão, promoção de estreia289 yuanscerca de R$ 222
Padrão, preço sugerido299 yuanscerca de R$ 229
Com NFC339 yuanscerca de R$ 260
Cerâmica ou metal399 yuanscerca de R$ 306

Para efeito de comparação, a Xiaomi Smart Band 9 — equivalente à geração anterior — custa atualmente R$ 549 na loja oficial brasileira, mais que o dobro do valor chinês convertido. No mercado cinza, porém, o produto é encontrado por aproximadamente metade desse preço.

Ficha técnica da Mi Band 11

ItemEspecificação
TelaAMOLED de 1,72 polegada, 2.000 nits de brilho
Bordas2 mm nos quatro lados
Espessura e peso9,99 mm e 15,58 g (sem pulseira)
BateriaAté 21 dias por carga
SistemaXiaomi HyperOS 4
Resistência5 ATM (50 metros)
SensoresFrequência cardíaca, oxigenação, estresse, saúde feminina
EsportesMais de 150 modos
CompatibilidadeAndroid e iOS

O destaque técnico desta geração é o salto no brilho máximo da tela AMOLED: de 1.500 nits na Smart Band 10 para 2.000 nits. Esse ganho resolve um problema real de legibilidade sob luz solar intensa, um ponto fraco comum em pulseiras de entrada. As bordas ultrafinas de 2 mm contribuem para uma experiência visual mais imersiva, enquanto o peso reduzido (15,58 g sem a pulseira) garante conforto para uso contínuo, inclusive durante o sono.

Monitoramento de saúde com IA

Além do display mais luminoso, o conjunto de sensores foi atualizado para acompanhar frequência cardíaca, oxigenação do sangue (SpO2), nível de estresse e ciclo de saúde feminina, com leitura contínua ao longo do dia. A grande novidade promovida pela Xiaomi está na análise do sono: a pulseira agora mede a variabilidade da frequência cardíaca durante a noite e cruza esses dados com processamento por inteligência artificial, gerando uma interpretação detalhada da qualidade do descanso e sugestões personalizadas de melhora.

Vale ressaltar que pulseiras de pulso não são dispositivos médicos certificados. As medições de oxigenação, estresse e frequência cardíaca servem para acompanhar tendências ao longo de semanas, e jamais devem ser usadas para diagnóstico. Isso vale para qualquer modelo nessa faixa de preço, seja da Xiaomi ou de outras marcas.

O que ainda falta para a versão global?

Nenhuma data foi anunciada para o lançamento internacional, e a fabricante sequer confirmou se a Mi Band 11 chegará a outros mercados. Pelo histórico, a versão global costuma aparecer alguns meses depois, rebatizada como Xiaomi Smart Band, e geralmente perde algumas funções regionais — o NFC, por exemplo, é usado na China para pagamentos e cartões de acesso dentro do ecossistema local, recursos que não funcionam fora de lá.

Enquanto isso, a Smart Band 10 permanece no catálogo brasileiro e atende a maioria das necessidades que a nova geração promete. Faltam apenas o brilho extra de 500 nits e a análise de sono mais refinada, que são exatamente os dois diferenciais concretos da Mi Band 11. A decisão de trocar de pulseira por esses ganhos depende do quanto o usuário valoriza esses dados — especialmente se consulta o relatório de sono toda manhã.

Com um preço de lançamento agressivo na China e especificações que evoluem de forma incremental, a Mi Band 11 reafirma a estratégia da Xiaomi de oferecer o melhor custo-benefício do segmento. Resta saber quanto tempo levaremos para ver o produto nas prateleiras brasileiras e se o valor final manterá a distância atual em relação ao mercado chinês.

Compartilhar este artigo
Canal oficial de conteúdo do portal Overcentral. A Equipe Central produz notícias, guias e análises com foco em credibilidade e relevância, garantindo que você receba o melhor conteúdo editorial diariamente.