Novo México reabre investigação criminal no antigo rancho de Jeffrey Epstein

As autoridades do estado do Novo México, nos Estados Unidos, iniciaram uma nova operação de busca no antigo rancho do financista Jeffrey Epstein, localizado em uma área rural a cerca de 50 quilômetros ao sul de Santa Fé. A ação, realizada na segunda-feira, 9 de setembro, marca a reabertura formal do caso estadual após a divulgação de novos documentos pelo Departamento de Justiça americano em janeiro, que trouxeram à tona acusações ainda mais graves sobre as atividades criminosas que teriam ocorrido na propriedade.

Novos documentos judiciais motivam retomada das investigações

A decisão de retomar as investigações partiu diretamente do procurador-geral do estado, Raul Torrez, que afirmou que as autoridades seguirão todas as pistas disponíveis. Os arquivos recentemente divulgados contêm alegações específicas de que Epstein ordenou o enterro de duas jovens estrangeiras em colinas próximas ao rancho, um detalhe macabro que não havia sido completamente investigado nas apurações anteriores. A polícia estadual mobilizou equipes com cães farejadores e contou com o apoio do corpo de bombeiros durante a operação.

Falhas institucionais permitiram operação criminosa por 26 anos

O Legislativo do Novo México criou recentemente uma comissão especial para investigar possíveis falhas institucionais que teriam permitido que Epstein operasse impunemente na propriedade por aproximadamente 26 anos, antes de sua morte em 2019. A investigação estadual anterior havia sido encerrada no mesmo ano, a pedido das autoridades federais, sem que houvesse uma apuração completa sobre as acusações envolvendo Epstein, sua associada Ghislaine Maxwell e outras pessoas que frequentavam o local.

Novos proprietários autorizam buscas e cooperam com autoridades

Em 2023, o espólio de Epstein vendeu o rancho ao empresário texano Don Huffines, que rebatizou a propriedade como San Rafael Ranch. Os atuais proprietários afirmaram publicamente que estão cooperando totalmente com as autoridades e que autorizaram formalmente as buscas policiais. Esta cooperação foi fundamental para que a operação pudesse ser realizada sem obstáculos legais, permitindo que as equipes de investigação tivessem acesso completo à propriedade.

Documentos revelam rede de conexões sociais e políticas de Epstein

Além das novas acusações criminais, os documentos divulgados em janeiro trouxeram à tona detalhes sobre a extensa rede de conexões sociais e políticas de Epstein. A lista inclui empresários, cientistas e figuras públicas de destaque que frequentavam a propriedade, levantando questões sobre o conhecimento que essas pessoas poderiam ter tido sobre as atividades ilícitas que ocorriam no local. Esta dimensão social do caso continua a gerar repercussões significativas.

O procurador-geral Raul Torrez comprometeu-se a manter o público informado sobre os desenvolvimentos da investigação, que agora segue múltiplas linhas de apuração simultaneamente. A persistência na busca por justiça para as vítimas de Epstein demonstra como casos de alta complexidade podem resurgir mesmo anos após parecerem encerrados, especialmente quando novas evidências e testemunhos vêm à tona através de processos judiciais e da determinação de autoridades comprometidas com a verdade.

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