Safest participa do Profissional de Seguros para debater mercado de eventos

A Safest, marketplace de seguros para eventos, participa do Profissional de Seguros para debater o mercado e as oportunidades de inovação.

Luis Forster, sócio-fundador da Safest, fala sobre o crescimento de 269% no seguro para eventos e a baixa penetração de apólices.
Destaques
  • Estima-se que 80% dos eventos no Brasil ainda ocorrem sem qualquer apólice de seguro.
  • O mercado de seguro para eventos cresceu 269% nos últimos anos, impulsionado pela retomada do setor.
  • A Safest opera como um marketplace que integra seguros ao fluxo de vendas dos organizadores de eventos.

O seguro para eventos no Brasil vive uma contradição curiosa: enquanto a indústria do entretenimento movimenta mais de R$ 140 bilhões por ano, estima-se que 80% dos eventos ainda ocorrem sem qualquer apólice de proteção. Esse descompasso entre o volume financeiro e a baixa penetração de seguros abriu espaço para soluções tecnológicas que prometem mudar o jogo. A Safest, insurtech focada em entretenimento, eventos e economia criativa, surge como um hub que conecta seguradoras, plataformas digitais e profissionais do setor, e seu sócio-fundador Luis Forster será o convidado do programa Profissional de Seguros nesta quinta-feira, 13 de agosto, às 18h.

O mercado de seguros para eventos: um oceano de oportunidades

O crescimento de 269% no mercado de seguro para eventos nos últimos anos revela uma demanda reprimida que começa a despertar. Mesmo com números impressionantes, a realidade é que a maioria dos organizadores ainda ignora a proteção financeira — seja por desconhecimento, seja pela percepção de que o risco não justifica o custo. Dados do setor mostram que uma apólice básica representa menos de 1% do orçamento total de um evento, um valor irrisório diante do potencial prejuízo em caso de acidentes, cancelamentos ou danos a equipamentos.

Esse cenário de baixa penetração cria um terreno fértil para inovações. Enquanto seguradoras tradicionais muitas vezes oferecem produtos genéricos e pouco adaptados à realidade de shows, feiras, congressos e festivais, as insurtechs apostam em modelos flexíveis e digitais. A Safest, por exemplo, opera como um marketplace exclusivo para o segmento de eventos, integrando coberturas como Responsabilidade Civil, Riscos Diversos para estruturas e equipamentos, acidentes pessoais e até seguro para celular diretamente no fluxo de vendas dos organizadores.

Safest: como funciona o primeiro marketplace de seguros para eventos

A proposta da Safest vai além da simples venda de apólices. A plataforma é desenhada para se encaixar nos processos já existentes dos produtores e empresas do setor. Em vez de buscar uma corretora e preencher formulários complexos, o organizador encontra opções de cobertura customizadas para o tipo de evento, porte e riscos específicos. A tecnologia permite que o seguro seja contratado em poucos cliques, com integração a sistemas de venda de ingressos e gestão de eventos.

Luis Forster, sócio-fundador da Safest, trará ao programa Profissional de Seguros os detalhes sobre como a empresa nasceu, os desafios de educar o mercado e os resultados já alcançados. A insurtech se posiciona como um facilitador, oferecendo não apenas produtos, mas também inteligência de dados para ajudar seguradoras a precificar riscos com mais precisão. Isso é particularmente relevante em um setor onde a sazonalidade e a diversidade de atividades — de shows a exposições, de eventos corporativos a festivais — exigem flexibilidade.

O que esperar da entrevista com Luis Forster

Os apresentadores Fábio Sorolla e Marcello Brancacci vão explorar as motivações que levaram Forster a entrar nesse nicho e como a Safest está contribuindo para a conscientização sobre gestão de riscos no entretenimento. Sorolla, que também é especialista em seguros, destaca que a procura por proteção tem crescido à medida que produtores entendem que o seguro é um investimento, não um custo. “Custa menos de 1% do orçamento total de um evento”, afirma, reforçando a tese de que a barreira principal é informacional, não financeira.

Já Marcello Brancacci ressalta o potencial inspirador do modelo de negócio da Safest. “É uma iniciativa que incorpora diferentes soluções de proteção direto no fluxo de vendas dos clientes”, explica. Essa abordagem lembra o que grandes players de tecnologia fizeram em outros mercados — como a integração de seguros em plataformas de e-commerce ou viagens —, mas aplicada a um segmento ainda carente de digitalização.

Por que a penetração do seguro em eventos ainda é baixa?

A resposta envolve múltiplos fatores. Primeiro, a cultura de proteção no Brasil é historicamente fraca em setores não obrigatórios. Diferentemente do seguro de automóvel ou residencial, que são muitas vezes exigidos por bancos ou leis, o seguro para eventos depende da iniciativa voluntária do organizador. Segundo, a pulverização do mercado: milhares de pequenos eventos, como aniversários, festas de empresas e encontros comunitários, são realizados sem qualquer planejamento de risco.

Terceiro, a falta de produtos adequados. Até pouco tempo, as opções eram limitadas a apólices genéricas de Responsabilidade Civil, sem coberturas modulares que atendessem necessidades específicas — como danos a equipamentos de som e luz, cancelamento por mau tempo ou acidentes com participantes. A tecnologia das insurtechs permite criar pacotes sob medida, o que pode derrubar essa barreira.

Mercado de eventos pós-pandemia: o contexto que impulsiona a Safest

Embora a notícia não cite a pandemia, o crescimento de 269% no seguro para eventos coincide com a retomada do setor após 2020-2021. O trauma de cancelamentos em massa e restrições sanitárias forçou produtores e investidores a repensar a gestão de riscos. Eventos presenciais voltaram com força, mas com um novo olhar sobre a necessidade de proteção financeira contra imprevistos. A Safest, fundada nesse período, capitaliza exatamente essa mudança de mentalidade.

Além disso, a digitalização dos processos de venda de ingressos e a adoção de plataformas de gestão de eventos criaram um ambiente propício para a embeddability — a integração de seguros como um item adicional no checkout, de forma transparente para o contratante. É o mesmo princípio usado por empresas como a Uber ao oferecer seguro para motoristas ou a Airbnb para locações.

Como assistir ao programa Profissional de Seguros

A entrevista será transmitida ao vivo na quinta-feira, 13 de agosto, das 18h às 19h, pela Rádio Exclusiva (97,9 FM/SP) — considerada a maior web rádio do país — e também pelos canais oficiais do @profissionaldesegurosoficial no YouTube, Facebook e Spotify. Para acompanhar a conversa com Luis Forster, basta acessar o link https://www.youtube.com/watch?v=E1afPj998yY.

O programa é uma oportunidade rara para quem atua no mercado de eventos, entretenimento ou tecnologia entender na prática como a inovação está reorganizando um setor que, apesar de bilionário, ainda engatinha em termos de proteção financeira. Para os profissionais de seguros, serve como estudo de caso sobre nichos com alto potencial de crescimento e baixa concorrência.

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