A Allos (ALOS3) divulgou nesta quinta-feira, durante o pregão, lucro líquido de R$ 294 milhões no segundo trimestre, alta de 57,7% em relação ao mesmo período de 2023. O resultado foi impulsionado por receita líquida de R$ 732,3 milhões, crescimento de 11,6%, e Ebitda ajustado de R$ 525,4 milhões, avanço de 10,5%. Os números vieram acima da média das projeções de analistas coletadas pela LSEG, que esperavam Ebitda de R$ 533,7 milhões e receita de R$ 708,4 milhões. A companhia, que administra shoppings centers no Brasil, atribuiu o desempenho ao aumento da ocupação e ao reajuste de aluguéis.
Allos (ALOS3) lucro líquido e Ebitda ajustado superam expectativas
O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado alcançou R$ 525,4 milhões, alta de 10,5%, enquanto a receita líquida somou R$ 732,3 milhões, expansão de 11,6%. A margem Ebitda ajustada ficou em 71,7%, ligeiramente abaixo dos 72,4% registrados um ano antes, refletindo maior peso de despesas operacionais. A Allos destacou que as métricas já divulgadas informalmente antes do fato relevante correspondem exatamente às que integram o balanço oficial.
| Indicador | 2º tri 2024 | 2º tri 2023 | Variação |
|---|---|---|---|
| Lucro líquido | R$ 294,0 mi | R$ 186,4 mi | +57,7% |
| Ebitda ajustado | R$ 525,4 mi | R$ 475,3 mi | +10,5% |
| Receita líquida | R$ 732,3 mi | R$ 656,0 mi | +11,6% |
Vazamento de dados e suspensão na B3
A B3 suspendeu a negociação das ações da Allos minutos antes da divulgação oficial do fato relevante, após números do balanço circularem entre investidores. A companhia confirmou que as informações vazadas correspondem aos dados que seriam publicados. No momento da suspensão, os papéis ALOS3 exibiam queda de 1,46%. A prática visa coibir assimetria informacional e proteger o mercado, mas reacende o debate sobre controles internos e políticas de confidencialidade em empresas de capital aberto.
O que o Ebitda ajustado revela sobre a operação
O Ebitda ajustado é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, excluindo itens não recorrentes. No caso da Allos, ele mostra a geração de caixa operacional pura das atividades de shoppings. O avanço de 10,5% reflete aumento de receitas com locação e prestação de serviços, parcialmente compensado por maiores gastos com manutenção e pessoal. A métrica é a mais acompanhada por analistas para avaliar a eficiência operacional da companhia.
Com os resultados acima do esperado, a Allos reforça a trajetória de recuperação do setor de shopping centers no Brasil, impulsionada pelo consumo das famílias e pela redução da inadimplência. O mercado agora aguarda os números do terceiro trimestre, que devem incorporar o impacto de novas inaugurações e a sazonalidade das vendas de fim de ano. A capacidade de manter margens e gerar caixa será determinante para a valorização dos ativos ALOS3 nos próximos meses.
