O Gamerhood, competição interativa organizada pela State Farm que reúne streamers, criadores de conteúdo e nomes de peso da cultura pop, marcou presença na edição deste ano da Dream Con com uma batalha de trivia ao vivo. O evento, que aconteceu logo após a cerimônia de abertura da convenção, transformou o palco em um verdadeiro campo de batalha de conhecimento, colocando figuras como IShowSpeed, PlaqueBoyMax, Cinna, Marlon, JasonTheWeen, Emiru e o próprio Jake da State Farm para responder perguntas sobre cultura pop, games, animes e a história da seguradora. A dinâmica gerou momentos de pura comédia, respostas hilariamente erradas e até uma discussão acalorada sobre Avatar: The Last Airbender que quase resultou em cosplayers invadindo o palco para dar seus palpites.
A quinta temporada do Gamerhood, que estreia em 31 de julho às 18h (horário de Brasília), promete elevar ainda mais o nível da competição. O formato, que já consagrou criadores como Berleezy e Krystalogy como vencedores, combina o espírito de colaboração entre streamers com uma rivalidade saudável, tudo em prol de doações para instituições de caridade. Durante a Dream Con, tivemos a oportunidade de conversar com Berleezy, Krystalogy e Mark Phillips, do RDCWorld, para entender os bastidores dessa competição, os desafios de ser um criador de conteúdo no cenário atual e, claro, saber quais personagens de anime eles gostariam de ter ao lado em uma próxima partida.
Como funciona o Gamerhood ao vivo na Dream Con
O Gamerhood que tomou conta da Dream Con foi um show de quiz em que os streamers, divididos em duplas, precisavam avançar quatro casas em um tabuleiro gigante. Cada posição no tabuleiro correspondia a uma categoria específica — cultura pop, animes, história da State Farm, entre outras — e, para avançar, era preciso responder corretamente a uma pergunta de trivia daquela categoria. O que tornava a disputa ainda mais imprevisível eram os “hacks”, habilidades especiais concedidas quando uma equipe alcançava determinadas casas. Esses hacks podiam dar vantagens que quebravam o jogo, como pular turnos ou forçar um oponente a cumprir um minidesafio antes de sua próxima jogada — como “elogiar todos os outros jogadores”, o que tornava a punição nem tão severa assim.
Uma das primeiras perguntas que viralizou foi clássica: “Qual é o nome do martelo do Thor?” Mark Phillips, do RDCWorld, respondeu… mais ou menos certo. Ele claramente sabia a resposta, mas a pronúncia errada do nome fez com que o apresentador Khleo Thomas e a plateia rejeitassem o ponto, gerando uma discussão divertida no palco. Já as perguntas sobre animes, em sua maioria focadas em séries populares como Pokémon, foram respondidas corretamente sem grande dificuldade. Uma das questões mais simples pedia o nome do Professor Carvalho. Ainda assim, seria interessante ver perguntas sobre animes mais recentes para separar quem realmente acompanha o que fala daqueles que só “atuam” para a internet.
A pergunta que realmente causou frisson foi sobre Avatar: The Last Airbender. A questão era: “Com que idade o Avatar descobre que é o Avatar?” A tradição diz que o dobrador de elementos descobre sua identidade ao completar 16 anos. No entanto, a pergunta não era sobre a tradição, mas sobre quando o personagem efetivamente descobre. Aang, por exemplo, foi informado antes por causa da guerra da Nação do Fogo, e Korra já dominava três elementos quando era criança, tornando uma revelação formal desnecessária. Quando Khleo Thomas afirmou que a resposta era 16, a plateia simplesmente explodiu. Vários fãs, incluindo uma cosplayer de Aang, foram ao microfone para argumentar que o gabarito estava errado, culpando o enunciado confuso da pergunta.
Berleezy, Krystalogy e Mark Phillips: bastidores, carreira e o que esperar da nova temporada
Em uma conversa franca, Mark Phillips foi questionado sobre sua suposta “má sorte” nas edições passadas do Gamerhood. Para ele, a ideia de que o jogo é manipulado contra si é apenas uma narrativa divertida para o público. “Não acho que seja armado contra mim. As pessoas só gostam de zuar: ‘Mark, não, não, não’. Eles gostam de pegar no meu pé”, brincou ele, deixando claro que leva a competição na esportiva.
Krystalogy e Phillips também refletiram sobre os desafios de ser um criador de conteúdo preto no mercado digital. Krystalogy foi direta: “É preciso ignorar o barulho. Sempre vai ter o racismo inerente que você enfrenta online, mas você tem que seguir em frente. Há espaço para nós, há comunidade para nós, e você só precisa ignorar essas pessoas.” Phillips concordou e complementou com sua própria experiência: “Ignorar o barulho é a melhor resposta, porque a primeira coisa que você vai receber é barulho. E não é só da internet; pode ser de pessoas próximas, da sua família. Lembro quando comecei a fazer vídeos, ninguém que eu conhecia apoiava no começo. O apoio veio primeiro de pessoas de outras cidades e estados. Depois que viram que os outros gostavam, passaram a apoiar. Não leve isso para o coração. Todo mundo tem medo do que não conhece. Hoje é mais aceito, então é só começar, ser consistente e criativo.”
Sobre o Gamerhood em si, Krystalogy revelou que o trash talk é pesado durante as gravações, mas que a competição é uma oportunidade única para novas colaborações. “Às vezes são streamers com quem nunca colaborei antes. O Gamerhood é um ambiente divertido para conhecer gente nova e jogar coisas diferentes. Sempre tem competição, mas é uma competição saudável”, explicou.
Quando o assunto foi escolher personagens de anime para reforçar o time no Gamerhood, Phillips, ainda com a derrota na trivia na cabeça, não titubeou: “Eu escolheria o L, de Death Note. Ele não perde, sabe tudo.” Krystalogy preferiu apostar em um perfil mais positivo: “Quero alguém otimista, tipo o Naruto.” A resposta de Phillips foi na hora: “Ela vai levar uma L igual a mim pode acreditar.”
Berleezy, que já acumula duas chaves de vencedor do Gamerhood, também participou da conversa e definiu a competição como uma arena onde os criadores fazem o que já fazem, mas com um propósito e por uma boa causa. “O Gamerhood é tipo uma arena onde a gente faz o que já faz, mas por um motivo e por uma boa causa. A energia é de que somos amigos, sim, é uma boa causa, mas tem algo em jogo. É divertido ter isso na Dream Con, porque não é sempre que a gente se reúne assim. Tem o PlaqueBoyMax fazendo música, o JasonTheWeen, a Cinna, o IShowSpeed. É um lugar para competir de forma divertida e controlada. Às vezes você precisa conhecer o criador antes de fazer conteúdo junto, mas o Gamerhood permite que só as suas habilidades importem. E eu já tenho duas chaves, então sou um veterano agora”, afirmou.
Berleezy também esclareceu um dos momentos mais engraçados do palco, quando Mark Phillips o acusou de traição por não tê-lo ajudado mais durante a competição, mesmo tendo, separadamente, dado dicas para Berleezy e Krystalogy. “O Mark Phillips faz um plano e depois diz que você estragou o plano, mesmo que você nunca tenha concordado com ele. Ele chega e fala: ‘Bro, vamos formar um time e pegar a chave’. E eu respondo: ‘O quê?’ E ele assume que é um sim. Foi o que aconteceu no palco. Ele agiu como se eu o tivesse traído. Desde o início, eu já tinha dito para a Krysta que seria eu e ela. Ele nunca me falou nada. O Mark é um mentiroso! Mas ele é meu amigo, temos uma amizade de 10 anos. É fácil para ele puxar esse tipo de carta”, divertiu-se.
Perguntado sobre qual personagem de anime gostaria em seu time, Berleezy pensou por um instante e respondeu: “Preciso de um cachorro. Vou de Yusuke Urameshi, de Yu Yu Hakusho. Ele simplesmente não consegue perder, irmão. Ele não aceita derrota.”
O que esperar da quinta temporada do Gamerhood
A edição ao vivo da Dream Con mostrou que o Gamerhood tem potencial para muito mais do que partidas gravadas. A sala lotada e a reação do público às perguntas e às trapalhadas dos criadores provam que o formato de quiz ao vivo é um sucesso garantido. A quinta temporada, que promete trazer ainda mais interação e momentos imprevisíveis, estreia no dia 31 de julho às 18h (horário de Brasília) e poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal oficial da State Farm na Twitch, pelo YouTube da seguradora e também pelas próprias transmissões dos participantes.
