Interpol mapeia crimes pagos com criptomoedas e identifica 34 casos

Operação CyberProtect III revela como quadrilhas usam criptomoedas para explorar sexualmente vítimas em plataformas digitais.

Interpol identificou 34 casos suspeitos de exploração sexual e tráfico de pessoas com pagamentos em criptomoedas.
Destaques
  • A operação CyberProtect III contou com a participação de oficiais de sete países europeus e da OSCE.
  • As investigações revelaram que quadrilhas usam plataformas de conteúdo por assinatura para aliciar vítimas.
  • Os criminosos mantêm controle psicológico sobre as vítimas e recebem pagamentos em criptomoedas para evitar rastreamento.

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) concluiu, nesta sexta-feira (19), uma operação que mapeou o uso de criptomoedas em esquemas de exploração sexual e tráfico de pessoas em plataformas de conteúdo por assinatura. A ação, batizada de Operação CyberProtect III, contou com a participação de oficiais de sete países europeus e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), resultando na identificação de 34 casos suspeitos e 27 vítimas que estavam sob controle de redes criminosas.

Como as criptomoedas viabilizam o crime organizado em plataformas digitais

As investigações revelaram que quadrilhas estruturadas utilizam plataformas de conteúdo por assinatura para aliciar vítimas, muitas vezes com a fachada de falsas agências de modelos que prometem renda fácil. Após o primeiro contato, os criminosos assumem o controle das contas das mulheres, retendo a maior parte dos valores recebidos e aplicando pressão psicológica para forçar a gravação de novos vídeos. O pagamento em criptomoedas

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