A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) concluiu, nesta sexta-feira (19), uma operação que mapeou o uso de criptomoedas em esquemas de exploração sexual e tráfico de pessoas em plataformas de conteúdo por assinatura. A ação, batizada de Operação CyberProtect III, contou com a participação de oficiais de sete países europeus e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), resultando na identificação de 34 casos suspeitos e 27 vítimas que estavam sob controle de redes criminosas.
Como as criptomoedas viabilizam o crime organizado em plataformas digitais
As investigações revelaram que quadrilhas estruturadas utilizam plataformas de conteúdo por assinatura para aliciar vítimas, muitas vezes com a fachada de falsas agências de modelos que prometem renda fácil. Após o primeiro contato, os criminosos assumem o controle das contas das mulheres, retendo a maior parte dos valores recebidos e aplicando pressão psicológica para forçar a gravação de novos vídeos. O pagamento em criptomoedas

