Kiki’s Delivery Service ganha série live-action de 10 episódios

A feiticeira mais querida do Studio Ghibli ganhará uma nova vida em uma série de dez episódios com roteiro de Irena Brignull.

Kiki's Delivery Service será adaptada em formato live-action de dez episódios pela Kadokawa, Wheels in Motion e BBC.
Destaques
  • A série live-action terá dez episódios de 30 minutos cada, expandindo a história original do livro de Eiko Kadono.
  • Irena Brignull, roteirista de The Boxtrolls e The Little Prince, será responsável pelos roteiros da adaptação.
  • O anúncio conjunto de Kadokawa, Wheels in Motion e BBC revela ambição global para a produção da série.

Dez anos após o vento levar Kiki para a cidade, a feiticeira mais querida do Studio Ghibli vai ganhar uma nova vida. A obra original de Eiko Kadono, Kiki’s Delivery Service, será adaptada como uma série live-action de dez episódios, cada um com 30 minutos de duração. O anúncio conjunto de Kadokawa, Wheels in Motion e BBC confirma que o projeto está em desenvolvimento, embora ainda não haja nenhuma previsão de estreia. A parceria entre um dos maiores conglomerados de mídia do Japão, uma produtora independente e a emissora britânica aponta para uma ambição global, algo raro em adaptações de clássicos literários japoneses para o formato televisivo ocidental.

Quem escreve os roteiros da série live-action de Kiki’s Delivery Service?

A responsabilidade pelos roteiros ficará com Irena Brignull. Ela não é uma estreante no universo de adaptações para o público jovem. Brignull assinou os scripts de dois filmes de animação de grande repercussão: The Boxtrolls (2014), dos estúdios Laika, e The Little Prince (2015), uma versão em animação do clássico de Antoine de Saint-Exupéry. Além do cinema, ela também é autora da série literária The Hawkweed, composta por The Hawkweed Prophecy e The Hawkweed Legacy. Essa combinação de experiência com narrativa infanto-juvenil e adaptação de obras consagradas sugere um cuidado específico com o tom do material original. A escolha de uma roteirista ocidental, porém, levanta questões interessantes sobre como elementos culturais japoneses presentes no romance original serão transpostos para uma produção de escopo internacional, um ponto que os fãs mais atentos já começaram a debater.

Qual é a história original de Kiki’s Delivery Service?

Para quem não está familiarizado com o romance publicado em 1985, a série live-action será baseada diretamente no primeiro livro de Eiko Kadono, que completou 40 anos em 2025. A trama é mais densa do que a adaptação cinematográfica do Studio Ghibli, de 1989, embora mantenha o mesmo espírito. A história acompanha Kiki, uma jovem bruxa que, ao completar 13 anos, precisa seguir a tradição de passar um ano vivendo sozinha em uma cidade, longe da família, oferecendo seus serviços à comunidade local. A forma que Kiki encontra para cumprir essa tarefa é usando sua vassoura voadora para fazer entregas, uma premissa que combina a descoberta da independência com um toque de realismo mágico. Uma adaptação em dez episódios de 30 minutos oferece tempo de tela significativamente maior que o filme de 103 minutos, abrindo espaço para explorar subtramas e personagens secundários que o longa-metragem precisou compactar. É uma oportunidade para aprofundar o universo de Kadono, que inclui detalhes sobre a sociedade de bruxas e as regras do seu ofício.

Onde assistir ao filme do Studio Ghibli enquanto a série não estreia

Enquanto a série live-action não ganha uma data de lançamento, o filme original do Studio Ghibli continua disponível para streaming. Para quem quiser revisitar ou conhecer a versão animada que consagrou Kiki mundialmente, a obra está disponível no catálogo da HBO Max. A versão em português, tanto dublada quanto legendada, pode ser encontrada na plataforma. O romance original, publicado no Brasil em 2020 pela Editora WMF Martins Fontes, também é uma excelente leitura para comparar as adaptações e entender nuances que o filme deixou de fora, como a complexidade do relacionamento de Kiki com sua gata Jiji, que no livro tem um papel mais contemplativo e menos cômico que na animação.

O que esperar da primeira adaptação live-action de Kiki’s Delivery Service

Este não é um projeto que surge do nada. A BBC tem investido em adaptações de obras literárias e cultura pop japonesas, e a parceria com a Kadokawa, editora do livro original, garante acesso direto à fonte. A divisão de 10 episódios de 30 minutos é um formato típico de séries dramáticas do Reino Unido, o que sugere um ritmo mais pausado e focado no desenvolvimento de personagens, ao contrário do ritmo mais dinâmico de séries americanas ou japonesas. A ausência de um elenco anunciado, contudo, indica que o projeto ainda está nos estágios iniciais de produção de roteiro. A expectativa é que, após o tratamento final de Brignull, a produção entre em pré-produção, com a seleção de diretores e atores. A pergunta que fica no ar é: a série irá se ater exclusivamente ao primeiro romance ou já planeja absorver elementos das sequências escritas por Kadono, que expandem a vida adulta de Kiki? Por enquanto, o foco está no começo da jornada, mas o formato serializado abre portas para uma continuidade que o filme do Ghibli jamais teve.

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