O Realme P4 Power 5G acaba de receber a homologação da Anatel e está oficialmente apto para venda no Brasil. O grande trunfo do aparelho é a bateria de 10.001 mAh, a maior capacidade já registrada em um smartphone comercializado no país. A realme batizou o componente de bateria Titan e promete inaugurar uma nova categoria focada em autonomia extrema, mas ainda não divulgou preço ou data exata de lançamento no mercado nacional.
Bateria de 10.001 mAh: como a realme atingiu esse marco
O número simbólico de 10.001 mAh (capacidade típica) representa a primeira vez que um smartphone ultrapassa a barreira dos 10.000 mAh no Brasil. Na prática, a capacidade nominal é de 9.900 mAh, mas o suficiente para a fabricante reivindicar o posto de líder em autonomia. O mérito técnico está em conseguir essa densidade energética sem transformar o aparelho em um tijolo: o P4 Power 5G tem 9,08 mm de espessura e pesa 219 gramas, números muito próximos aos de celulares comuns da categoria intermediária.
A tecnologia que viabiliza esse feito são os ânodos de silício-carbono, que aumentam a densidade de energia da célula sem expandir o volume interno. Segundo a realme, a bateria Titan permite até dois dias de uso longe da tomada mesmo sob rotina intensa, com viagens, jogos e multitarefa. Até aqui, capacidades acima de 10.000 mAh ficavam restritas a aparelhos reforçados e pesados, voltados a uso industrial ou atividades ao ar livre.
Carga de 80W e função power bank integrada
Uma bateria tão grande traz o risco de recarga demorada. Para contornar isso, o Realme P4 Power 5G acompanha um carregador de 80W, capaz de levar a célula de 0% a 50% em 36 minutos. Há ainda um modo Charging Boost que acelera o processo exibindo informações na própria tela. O aparelho também faz o caminho inverso com carregamento reverso com fio de 27W, permitindo usar o celular como uma bateria externa para recarregar fones, tablets ou até outro telefone.
Especificações técnicas além da bateria
O processador escolhido foi o MediaTek Dimensity 7400 Ultra 5G, um chip de linha intermediária com foco em eficiência, combinado a um sistema de resfriamento com câmara de vapor de 4.613 mm². A tela é um painel AMOLED com taxa de atualização de 144 Hz e brilho máximo de 6.500 nits, um dos mais altos do segmento. A proteção contra água e poeira é tripla: certificações IP69, IP68 e IP66, além de vidro Corning Gorilla Glass.
| Especificação | Realme P4 Power 5G |
|---|---|
| Tela | AMOLED de 144 Hz, até 6.500 nits |
| Processador | MediaTek Dimensity 7400 Ultra 5G |
| Memória | 12 GB de RAM |
| Armazenamento | 512 GB |
| Câmeras | 50 MP (Sony IMX882) e 8 MP, frontal de 16 MP |
| Bateria | 10.001 mAh, carga de 80W |
| Carga reversa | 27W com fio |
| Proteção | IP69, IP68 e IP66 |
| Dimensões | 9,08 mm e 219 g |
| Cores no Brasil | Prata Power e Laranja Flash |
Na fotografia, o sensor principal Sony IMX882 de 50 MP conta com estabilização óptica, acompanhado de uma lente auxiliar de 8 MP e câmera frontal de 16 MP. As cores confirmadas para o Brasil são Prata Power e Laranja Flash.
Homologação pela Anatel e cenário de lançamento
A certificação saiu sob o código de modelo RMX5107. Com a homologação concluída, o aparelho está legalmente liberado para venda no país, podendo ser produzido tanto na China quanto no polo industrial de Manaus. O suporte a NFC está presente, garantindo pagamentos por aproximação. O modelo foi anunciado originalmente em janeiro na Índia e agora entra na fila de lançamentos da realme para o público brasileiro, que viu a marca acelerar sua presença local com a linha 16 Series em maio.
Expectativa de preço no Brasil
A realme não divulgou o valor de venda nacional. Como referência, na Índia o aparelho estreou a partir de 25.999 rupias (cerca de R$ 1.380 em conversão direta) e chegou a 30.999 rupias na versão de 256 GB (aproximadamente R$ 1.640). Esses números servem apenas como parâmetro, pois não incluem impostos brasileiros e não correspondem à configuração de 512 GB destinada ao país, que tende a sair por um valor mais alto. Além disso, levantamentos do setor apontam alta no custo de fabricação de celulares ao longo de 2026, pressionada por componentes como memória, o que costuma se refletir no preço final ao consumidor brasileiro. Quem busca um smartphone com folga de bateria encontra aqui uma proposta diferente do restante do catálogo da fabricante, mais focado em câmera ou preço competitivo.

