FII TVRI11 vende agência bancária em Florianópolis por R$ 37,8 milhões

Fundo imobiliário TVRI11 vende imóvel bancário no centro de Florianópolis por R$ 37,8 milhões como parte de reestruturação.

O imóvel possui 5.722 m² de área construída e a venda foi em cinco parcelas, com a primeira de R$ 7,2 milhões à vista.
Destaques
  • A venda da Agência Florianópolis por R$ 37,82 milhões faz parte da estratégia de diversificação do TVRI11.
  • O fundo já realizou oito vendas de imóveis desde 2023, totalizando aproximadamente R$ 162,7 milhões.
  • Os preços obtidos nas vendas foram, em média, 42% superiores aos valores patrimoniais dos ativos alienados.

O fundo imobiliário TVRI11 (Tivio Renda Imobiliária Fundo de Investimento Imobiliário) concretizou a venda da Agência Florianópolis, imóvel localizado na Praça XV de Novembro, 321, no centro da capital catarinense, pelo valor de R$ 37,82 milhões. A transação foi oficializada por meio de uma promessa de compra e venda de caráter vinculante, conforme fato relevante divulgado ao mercado nesta quarta-feira (17).

A negociação estabelece o pagamento em cinco parcelas. A primeira delas, de R$ 7,2 milhões, foi liquidada na assinatura do contrato. O saldo restante será quitado em quatro parcelas semestrais de R$ 7,655 milhões cada, com vencimentos programados para dezembro de 2026, junho de 2027, dezembro de 2027 e junho de 2028. O imóvel vendido possui 5.722 metros quadrados de área construída. O comunicado oficial não detalhou o ganho de capital obtido com a operação nem os potenciais impactos sobre a distribuição de rendimentos aos cotistas do fundo.

Estratégia do TVRI11 para reduzir exposição a ativos bancários

A alienação da agência em Florianópolis insere-se em um movimento mais amplo de reestruturação do portfólio do TVRI11. Historicamente com forte concentração em imóveis bancários, principalmente agências locadas ao Banco do Brasil, a gestão do fundo vem executando uma estratégia de diversificação. O plano inclui a venda de ativos e a avaliação de novas aquisições em segmentos distintos do mercado imobiliário.

De acordo com informações divulgadas anteriormente pela administração, cerca de 95,8% do patrimônio do fundo ainda está alocado em ativos bancários, enquanto aproximadamente 93% dos contratos de locação vigentes têm vencimento concentrado em 2027. Como parte desse processo de diversificação, o fundo chegou a propor uma captação de até R$ 500 milhões com o objetivo de adquirir imóveis nos setores de saúde, educação, varejo e outros segmentos imobiliários.

Segundo material apresentado aos investidores, a estratégia de gestão ativa foi intensificada a partir de 2023. Desde então, o TVRI11 realizou oito vendas de imóveis, totalizando aproximadamente R$ 162,7 milhões. Um dado relevante é que os preços obtidos nesses negócios foram, em média, 42% superiores aos respectivos valores patrimoniais dos ativos alienados, indicando uma gestão eficiente na realização desses ativos.

Rescisões contratuais e indicadores operacionais do fundo

Em fevereiro, o fundo informou ter recebido notificações do Banco do Brasil para a rescisão antecipada de contratos que representam cerca de 4,7% de sua receita atual. Apesar desse cenário de desafios pontuais, os indicadores operacionais do TVRI11 permanecem em níveis elevados. O último relatório de gestão apontou uma taxa de ocupação do portfólio de 94%, enquanto o patrimônio líquido do fundo somava aproximadamente R$ 1,66 bilhão.

No mesmo documento, o fundo reportou um lucro líquido de R$ 17,97 milhões em março, valor cerca de 20% superior ao registrado em fevereiro. O resultado por cota foi de R$ 1,13, superando a distribuição efetiva de R$ 1,05 por cota no período, o que sugere uma folga no caixa para possíveis distribuições futuras ou reinvestimentos.

O que o investidor brasileiro deve monitorar no TVRI11

Para o cotista do TVRI11 ou para o investidor que acompanha o segmento de fundos imobiliários, a venda da Agência Florianópolis adiciona mais um dado à estratégia de gestão ativa divulgada pela administração. O foco principal de atenção deve ser a capacidade do fundo em concluir a rotação de sua carteira, substituindo ativos bancários por imóveis de outros segmentos com potencial de geração de renda e valorização.

É importante acompanhar os próximos passos da gestão em relação à alocação dos recursos obtidos com as vendas, especialmente se novas aquisições serão anunciadas e em quais setores. Além disso, o impacto das rescisões contratuais com o Banco do Brasil na receita recorrente do fundo e a velocidade da recomposição dessa receita com novos contratos serão determinantes para a sustentabilidade dos rendimentos no médio prazo. O investidor deve manter-se atento aos próximos fatos relevantes e relatórios gerenciais para avaliar a evolução desse processo de transformação do portfólio.

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