Com a temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 chegando na reta final, os holofotes dos mercados se voltam para a agenda econômica, que conta com uma série de indicadores do Brasil e do exterior. A semana promete movimentar os mercados com dados que podem influenciar as próximas decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Por aqui, o destaque fica por conta do IBC-Br, considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que será conhecido já na segunda-feira (17). O IBC-Br é um indicador mensal calculado pelo Banco Central que funciona como uma espécie de termômetro da atividade econômica antes da divulgação oficial do PIB. A agenda econômica local começa a semana com outros dois indicadores relevantes: IGP-10 e Boletim Focus, ambos divulgados no mesmo dia.
Os participantes dos mercados locais acompanham também a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que será realizada na quinta-feira (20). O CMN é o órgão responsável por definir as diretrizes da política monetária, cambial e de crédito, e qualquer sinalização sobre metas de inflação ou juros pode mexer com as expectativas.
Já no exterior, os investidores estarão de olho na ata da última reunião do Federal Reserve (Fed). A ata do Fomc (Federal Open Market Committee) traz detalhes sobre as discussões dos dirigentes do banco central americano, especialmente em relação aos próximos passos da política de juros. Os dados divulgados aqui e nos Estados Unidos podem ajudar o mercado a calibrar as apostas para os próximos passos da política monetária brasileira e norte-americana.
Os destaques no exterior
Nos Estados Unidos, além da ata do Fomc, divulgada na quarta-feira (19), o calendário será composto pela divulgação da produção industrial na terça-feira (18). Já na sexta-feira (21), serão conhecidos os PMIs industrial, de serviços e composto, que ajudam a medir o ritmo da atividade econômica norte-americana. Esses índices são compostos por pesquisas com gerentes de compras e costumam antecipar tendências do PIB.
Na Europa, a agenda econômica também será agitada. O Reino Unido divulga a taxa de desemprego na terça-feira (18), seguida pelos dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) na quarta (19). Na sexta (21), saem as vendas no varejo e os PMIs. Na União Europeia, o mercado acompanha a publicação de dados da inflação na região e o discurso da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. Na quinta-feira (20), será publicada a ata da última reunião do BCE.
Na Ásia, os holofotes se voltam principalmente para a China e o Japão. A China divulga no domingo (16) produção industrial, vendas no varejo e taxa de desemprego. Já o Japão apresenta a primeira leitura do PIB no domingo, além de produção industrial, balança comercial e inflação ao longo da semana. Os indicadores devem ajudar a medir a força das duas principais economias asiáticas e seus possíveis impactos sobre os mercados globais.
Confira a agenda econômica da semana
Brasil
Segunda (17/08)
08:00 — IGP-10
08:25 — Boletim Focus
09:00 — IBC-Br
Quinta (20/08)
09:00 — Reunião do CMN
Estados Unidos
Terça (18/08)
10:15 — Produção Industrial
Quarta (19/08)
15:00 — Ata do Fomc
Sexta (21/08)
10:45 — PMI Industrial
10:45 — PMI de Serviços
10:45 — PMI Composto
Reino Unido
Terça (18/08)
03:00 — Taxa de Desemprego
Quarta (19/08)
03:00 — Inflação (CPI)
03:00 — Índice de Preços ao Produtor (PPI)
Sexta (21/08)
03:00 — Vendas no Varejo
05:30 — PMI Industrial
05:30 — PMI de Serviços
05:30 — PMI Composto
União Europeia
Terça (18/08)
06:00 — Índice ZEW de Percepção Econômica
Quarta (19/08)
04:10 — Discurso de Christine Lagarde (BCE)
06:00 — Inflação (CPI)
Quinta (20/08)
08:30 — Ata do BCE
Sexta (21/08)
05:00 — PMI Industrial
05:00 — PMI de Serviços
05:00 — PMI Composto
China
Domingo (16/08)
22:30 — Produção Industrial
22:30 — Vendas no Varejo
22:30 — Taxa de Desemprego
Japão
Domingo (16/08)
20:50 — PIB
Segunda (17/08)
01:30 — Produção Industrial
Quarta (19/08)
20:50 — Balança Comercial
Quinta (20/08)
20:30 — Inflação (CPI)
20:30 — PMI Industrial
20:30 — PMI de Serviços
Com a divulgação desses indicadores ao longo da semana, investidores e analistas terão um panorama mais claro sobre a saúde da economia global e os possíveis rumos das políticas monetárias. A combinação de dados de atividade, inflação e emprego deve calibrar as expectativas para os próximos movimentos do Fed, do BCE e do Banco Central do Brasil. Fique atento aos horários e prepare-se para possíveis ajustes nas carteiras.
