XPSF11 registra alta de 8,4% no resultado e yield de 16,67% ao ano

Fundo imobiliário XPSF11 reporta lucro de R$ 3,1 milhões em junho e distribui R$ 0,07 por cota, com yield anualizado de 16,67%.

Resultado do XPSF11 em junho sobe 8,4% e yield anualizado chega a 16,67% com desconto de 18% sobre o patrimônio.
Destaques
  • O XPSF11 registrou resultado de R$ 3,103 milhões em junho, alta de 8,4% em relação a maio.
  • O dividend yield anualizado do fundo é de 16,67% considerando a cotação de R$ 6,37 e gross-up de 15%.
  • A carteira do XPSF11 é composta por 86% de cotas de outros FIIs e 10% de CRIs, com novas alocações em junho.

O fundo imobiliário XPSF11 entregou em junho um resultado de R$ 3,103 milhões, o que representa uma alta de 8,4% em relação ao mês anterior. O desempenho veio apoiado em receitas totais de R$ 3,340 milhões, contra despesas de apenas R$ 237 mil no período, conforme dados divulgados pela gestão. Com isso, os rendimentos do XPSF11 para a competência de junho foram fixados em R$ 0,07 por cota, pagos em 14 de julho de 2026 aos investidores que estavam posicionados até o fechamento do pregão de 30 de junho.

Yield de 16,67% ao ano e distribuição consistente

No acumulado do primeiro semestre de 2026, os proventos distribuídos pelo fundo equivaleram a 100,4% dos lucros apurados pelo regime de caixa, o que indica uma política de distribuição alinhada ao resultado operacional. Tomando como base a cotação de fechamento de R$ 6,37, o dividend yield anualizado chega a 16,67% — já aplicado o gross-up de 15%. Já pela ótica patrimonial, considerando o valor da cota patrimonial de R$ 7,72, o yield anualizado é de 13,58%. Vale lembrar que os proventos distribuídos por FIIs são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, dentro dos limites da legislação atual.

Composição da carteira do XPSF11: FIIs, CRIs e alocações recentes

A carteira do fundo é majoritariamente composta por cotas de outros fundos imobiliários, que representam 86% do portfólio. Na sequência, aparecem os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) com 10%, e uma fatia de 3% mantida em caixa. Do ponto de vista da origem das aquisições, 67% dos ativos vieram do mercado primário e 33% do secundário. A distribuição por segmento revela uma exposição diversificada: CRI (35%), logístico (21%), escritório (18%), shopping (12%), renda urbana (5%), desenvolvimento (3%), híbrido (3%) e outros (3,2%).

Em junho, a gestão realizou duas novas alocações que somaram R$ 900 mil nos CRIs RNI Construções e Brasil Terrenos. Com isso, a parcela alocada diretamente em CRIs subiu para aproximadamente 10,4% do patrimônio líquido do fundo, que encerrou o mês em R$ 331,1 milhões — equivalentes a R$ 7,72 por cota.

Desconto atual do XPSF11: P/VP de 0,82x e liquidez

O valor de mercado do fundo fechou junho em R$ 6,37 por cota, ou R$ 6,30 já sem os rendimentos a distribuir. Esse patamar resulta em um Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) de 0,82x, indicando que o ativo negocia com desconto de aproximadamente 18% em relação ao seu patrimônio contábil. O volume total negociado no mês foi de R$ 8,112 milhões, com liquidez média diária de cerca de R$ 386 mil e giro de cotas de 2,5% no período.

A base atual de cotistas é de 53.823 investidores, com 43.302.140 cotas emitidas, o que coloca o XPSF11 entre os principais fundos de fundos listados na Bolsa brasileira. Para quem busca exposição a FIIs com gestão ativa e diversificação setorial, o desconto atual e o yield elevado merecem atenção, mas é fundamental acompanhar a evolução da alocação em CRIs e a capacidade de manter a distribuição de caixa nos próximos meses.

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