A Fundación Mapfre, em parceria com a Secretaria de Educação do Recife (PE), realizou uma formação presencial voltada à saúde mental na infância que capacitou cerca de 480 profissionais da rede municipal de ensino. A iniciativa, ocorrida em 3 de julho, integra o programa “Viver com Saúde: Saúde Mental nas Escolas”, desenvolvido desde 2020 pela organização com o objetivo de apoiar educadores na promoção do bem-estar emocional de crianças e adolescentes no ambiente escolar.
Formação abordou temas críticos do desenvolvimento infantil
A capacitação foi dividida em duas sessões de quatro horas e reuniu professores da educação infantil e do ensino fundamental, gestores, coordenadores pedagógicos e representantes das áreas de Saúde e Assistência Social. Durante os encontros, foram discutidos tópicos como desenvolvimento socioemocional, medicalização da infância, neurodiversidade, uso excessivo de telas, identificação de sinais de sofrimento emocional, racismo e saúde mental, além do cuidado com a saúde mental dos próprios educadores.
Segundo Fátima Lima, representante da Fundación Mapfre no Brasil, a iniciativa reforça a visão de que uma educação de qualidade passa necessariamente pelo cuidado com a saúde mental. “Sabemos que esse é um dos grandes desafios vivenciados atualmente pelas escolas e, por isso, buscamos apoiar os educadores com conhecimento, ferramentas e espaços de reflexão que contribuam para a construção de ambientes mais acolhedores e promotores do desenvolvimento integral das crianças”, afirmou.
Programa complementa ações da rede municipal
Daniely Cavalcante, gestora da Unidade de Apoio Socioemocional (UASE) da Secretaria de Educação do Recife, destacou que o programa enriquece o debate sobre saúde mental na comunidade escolar. “O Programa Viver com Saúde enriquece um debate que é cada vez mais necessário para estudantes, professores e toda a comunidade escolar. Trazer esses novos recursos pedagógicos, os cursos e os momentos formativos amplia nossa capacidade de transformar a escola em um espaço de promoção de saúde mental”, disse.
O que é o programa Viver com Saúde e como ele funciona?
O programa “Viver com Saúde: Saúde Mental nas Escolas” oferece, além das formações presenciais, uma trilha de capacitação on-line desenvolvida de acordo com as demandas dos municípios participantes. A iniciativa já alcançou mais de 6,7 milhões de estudantes e educadores em 2025, segundo a Fundación Mapfre, e tem como foco fornecer ferramentas práticas e conhecimento técnico para que educadores possam identificar precocemente sinais de sofrimento emocional e lidar com desafios como o uso excessivo de telas e a medicalização da infância.
Próximas etapas: Cuiabá e Belém recebem a capacitação
Após a etapa em Recife, o programa será realizado em Cuiabá (MT), no dia 25 de agosto, e em Belém (PA), em 15 de setembro. A expansão para outras capitais demonstra a capilaridade da iniciativa e a crescente demanda por ações estruturadas de saúde mental no ambiente escolar brasileiro.
O que significa essa iniciativa para o consumidor e para o setor de seguros?
Para o leitor do mercado segurador, a atuação da Fundación Mapfre na capacitação de educadores reflete uma tendência cada vez mais presente no setor: a incorporação de programas de prevenção e bem-estar como parte das estratégias de responsabilidade social e de gestão de riscos. Em um contexto em que transtornos mentais estão entre as principais causas de afastamento do trabalho e de sinistros em seguros de vida e planos de saúde, iniciativas que atuam na prevenção e na promoção da saúde mental desde a infância podem, no longo prazo, contribuir para a redução de custos assistenciais e para a melhora dos indicadores de saúde da população.
Para o consumidor, especialmente pais e responsáveis, a presença de programas como este nas escolas representa um avanço na qualidade do suporte emocional oferecido às crianças. Embora não seja um produto de seguro, a iniciativa está alinhada à lógica de prevenção que orienta boas práticas em saúde suplementar e proteção financeira: quanto mais cedo se identificam e se tratam questões emocionais, menores tendem a ser os impactos na saúde física, na vida escolar e, futuramente, na capacidade produtiva e na necessidade de coberturas assistenciais.
O que os profissionais da educação e os pais devem observar
Para educadores e gestores escolares que desejam se aprofundar no tema, recomenda-se verificar se a secretaria municipal de educação da sua cidade já possui parcerias ou programas similares. Já para os pais, é importante acompanhar as iniciativas de saúde mental oferecidas pela escola dos filhos e, em caso de dúvidas sobre coberturas de planos de saúde para atendimento psicológico ou psiquiátrico, consultar a lista de procedimentos obrigatórios da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que prevê cobertura para consultas e terapias conforme o rol vigente.
Iniciativas como a da Fundación Mapfre mostram que a saúde mental deixou de ser um tema periférico e passou a ocupar o centro das discussões sobre educação, saúde pública e proteção social. Para o setor de seguros e saúde suplementar, acompanhar esse movimento é essencial para entender as novas demandas de cobertura e os riscos emergentes que moldarão o mercado nos próximos anos.
